Quando começou o burburinho em torno d’O Perfume – A História de Um Assassino e da sua adaptação para cinema, a minha alma de engenheira, torceu o nariz. Não imaginei que fosse possível concentrar na tela a imensidão de detalhes e pormenores que destacam ainda hoje, na minha memória, o Perfume do conjunto de livros lidos na pré-adolescência.


O livro de Patrick Süskind, escrito em 1985, é um colosso. E o filme não desaponta. No entanto, Jean Baptiste Grenouille que, no livro, recordo ser um personagem obnóxio é, no filme, obscuramente atraente. Ben Wisham dá a JBG um toque de sedução ingénua que lhe extravasa dos gestos ávidos. A cena em que JBG tenta extrair do corpo da primeira jovem o cheiro que se esvai com a morte é bela de tão desesperada, ou ao contrário.
Tom Tykwer é o cineasta que reconta a história de um rapaz que vive através dos odores que respira, sem distinguir os bons dos maus porque todos eles lhe ensinam o que ele julga haver para saber no mundo: as sensações, as formas, as cores e a química.
Para Grenouille e para o leitor/espectador a essência de cada um, a sua alma e o seu perfume, interligam-se num mesmo significado e fazem girar o enredo em busca do Santo Graal: o verdadeiro, puro e inocente amor.
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"A busca de alguém, que nasceu incompleto." No fundo, uma busca igual à de todos aqueles que habitam esta Terra, mas uma busca de algum modo corrompida: A procura do amor à maneira muito própria de Grenouille.
Nascido nos despojos nauseabundos de um mercado, rejeitado à nascença, esta personagem busca a sua própria identidade, o seu perfume, o cheiro que todos nós temos, cada um à sua maneira, e que atrai ou repulsa os outros.
Atrativamente escrito, mas realizado de uma maneira prodigiosa, este "Perfume" conta a história deste homem, à procura do amor próprio e de um lugar que nunca teve, naquela sociedade que o deixou passar ao largo.
Miss Alcor disse...
terça-feira, dezembro 05, 2006 4:15:00 da tarde
Partilho inteiramente esta opinião.
Com o filme revi toda a gama de sensações, que senti ao ler o livro. Foi há anos, mas é um daqueles que não nos sai da memória. Mágico!
Custódia C. disse...
terça-feira, dezembro 05, 2006 11:43:00 da tarde
Eu ainda não vi! Mas é engraçado, quem não leu o livro, por norma não tem gostado do filme... acha-o desumano, algo violento...:(
Estou a tentar arranjar um tempinho!
Jinhos
Piquinota disse...
quarta-feira, dezembro 06, 2006 5:27:00 da tarde
Tinha dúvidas quanato ao filme, achei que dificilmente conseguiria igualar o livro. Mas convenceste-me, vou ver :)
magarça disse...
domingo, dezembro 10, 2006 12:15:00 da tarde
É um dos meus livros preferidos de sempre:)
Célia disse...
quinta-feira, janeiro 04, 2007 1:49:00 da tarde