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A Mesma Fórmula; Mais Um Livro

Três considerações a propósito da Fórmula de Deus de José Rodrigues dos Santos:

1. Confesso que gosto dos chamados livros de leitura fácil. Gosto de um livro que se leia a um ritmo agradável, que esteja escrito com uma linguagem simples e que conte uma boa história, em particular quando esse livros para além de entreter também ensina.

2. Mais do que escritor ou jornalista, José Rodrigues dos Santos é um bom professor. Ainda que o veículo da informação, Tomás, seja um Indiana Jones à Portuguesa (mais polido que no Codex 632), a obra em questão tem uma dupla função – de entretenimento e pedagógica – e soa como um repto ao interesse pela matemática e física. Com palavras simples e exemplos ilustrativos são descritas teorias científicas de um modo acessível e com o rigor esperado: o Big Bang e o Big Crunch, o Gato de Shrödinger, os Teoremas da Incompletude de Gödel, entre outras.

3. A amalgama de tiroteio, códigos e cifras, relações humanas, prisões iranianas e paisagens tibetanas são o pano de fundo desta história que surpreende pela possíbilidade que apresenta de intrincar teorias e cadeias de acontecimentos de várias áreas de conhecimento de uma forma tão complexa e credível.

O livro pode ser simples, a leitura pode ser fácil. Pois eu gostei muito!
Boas leituras,
Mizar

O Mapa tirei daqui.

8 comentários:

Sabes, por vezes sinto um certo complexo de inferioridade quando, na net ou pessoalmente, me falam de livros que (quase)ninguém conhece. E normalmente têm tendência a criticar tudo o que seja mainstream e que esteja nos primeiros lugares do top de vendas. Costumo pensar que o meu gosto literário não deve ser grande coisa porque conheço pouco de leitura 'alternativa'.
Fico feliz por saber que ainda há pessoas que, tal como eu, gostam de livros de leitura fácil:) (não que não aprecie livros de leitura mais difícil).
Em relação a este livro, ainda não li, mas é sem dúvida a perder.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007 10:07:00 da tarde  

Olá!
Bem pensado.
Parabéns.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007 11:17:00 da tarde  

Depois da "Filha do Capitão" e do "Codex..." acabei a semana passada esta Fórmula.
Também gostei, mas não tanto como os anteriores. Fiquei com a sensação que faltou mais qualquer coisa no último terço do livro.
Ele é com certeza um bom professor. Sente-se isso neste livro :)
Consegui entretanto comprar a Ilha das Trevas, que vai já a seguir. Entretanto fiz um intervalo para um policial, cuja acção se passa na Londres Vitoriana.

sábado, fevereiro 03, 2007 4:16:00 da tarde  

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segunda-feira, fevereiro 05, 2007 10:34:00 da manhã  

Canochinha: Tens toda a razão! A mim chega a aborrecer-me a ideia de que só livros (filmes, músicas, etc) fora do circuito comercial é que têm valor.

David Santos: Quem agradece somos nós!!!

CCC: Eu ainda tenho a Filha do Capitão em mãos... Assim que termine deixo aqui o meu testemunho! Para além, também fiz uma pausa para um policial: A Química da Morte de Simon Becket,que entretanto vamos divulgar aqui no blog. (Depois tenho uma lista interminável que estou ansiosa por ler!!!)

Abraço a todos,
Mizar

segunda-feira, fevereiro 05, 2007 11:35:00 da manhã  

Eu também acabei de o ler este fim de semana passado. O livro é agradável de se ler e fez-me voltar a gostar de física! :)

terça-feira, fevereiro 06, 2007 4:01:00 da tarde  

Este comentário foi removido pelo autor.

terça-feira, fevereiro 13, 2007 1:29:00 da manhã  

Anda por aí muito "intelectual" cheio de preconceito. Na melhor das hipóteses isso, é um paradoxo. Na pior, é dor de cotovelo ou presunção, e como todos sabemos, disso, cada um toma o que quer! Cabe, a cada um de nós, ler o que lhe apetecer e gostar ou não, independentemente das considerações dos pseudos ou dos próprios, fazedores de opiniões.

terça-feira, fevereiro 13, 2007 1:57:00 da manhã  

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