«A acção do livro decorre em Turim, quando um incêndio assola a catedral da cidade italiana onde se venera esta controversa relíquia.Este incêndio e a morte de um homem a quem tinham cortado a língua são o detonador de uma empolgante investigação policial do «Departamento de Arte» dirigido pelo detective Marco Valoni e pela perspicaz e atraente historiadora Sofia Galloni.
Alternando capítulos no presente com capítulos de um teor mais histórico (Império Bizantino, a França de Filipe o Belo, Portugal, Espanha, entre outros.), Julia Navarro constrói uma trama que vai dos Templários aos nossos dias.
Os protagonistas são homens de negócios cultos e refinados, cardeais e outras importantes figuras da Igreja, ou seja, uma elite cujo único elemento comum é serem solteiros, ricos e muito, muito poderosos.» Webboom
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Acabei a leitura de "Crepúsculo". O livro é um verdadeiro consolo para os sentidos!O inicio é morno, nem carne nem peixe. Uma adolescente que se muda para casa do pai, numa pequena cidade dos Estados Unidos, os pensamentos, as dificuldades, as peripécias. Nada mais.
Mas depois aparece Edward. Edward é um vampiro, embora Bella apenas o descubra mais tarde na narrativa. Mas nós sabemos, e esse facto leva a que tudo se torne mais interessante!
Esta é apenas a primeira parte de 3 livros, e não podia ser mais emocionante! A escritora consegue fazer-nos oscilar entre o medo, a expectativa e a emoção de uma forma arrebatadora! Ía apenas a meio do livro quando decidi que na primeira oportunidade tinha de comprar o segundo! É inevitável querer saber mais, querer saber o que vai acontecer aqueles dois, tão diferentes, mas tão destinados um ao outro, por mais incrível que pareça!
Stephanie Meyer conseguiu tornar um mundo impossível num mundo real, partindo mais uma vez da fórmula que torna tudo isto credível: escrever as coisas mais fantásticas e irreais, deixando no entanto aquela dúvida no nosso imaginário, em que nos interrogamos se não seria realmente possível...
PS- Depois de ler acerca de vampiros, até altas horas da noite, apagar a luz é uma experiência assustadora...
Etiquetas: Análise
Esta semana fui acusada de ler em demasia.Já fui muitas vezes acusada de comprar livos em excesso, e admito que às vezes exagero, porque a velocidade da compra é claramente superior à velocidade de leitura.
Também já fui acusada de gastar muito dinheiro em livros... este é claramente um ponto de acusação que deriva do anterior, porque infelizmente o livro ainda é considerado um artigo de luxo, e muitas vezes atinge um preço demasiado elevado. Assim, em relação a isto, tenho infelizmente de dar o braço a torcer e admitir que às vezes a fatia dedicada aos livros é bastante elevada.
No entanto nunca tinha sido acusada de ler demais. Aliás, nem sequer sei como tal é possível!!! Afinal o que é ler demais? Será que ler um livro por semana é demais? Qual é o ponto de comparação?
Estando nós num país onde a leitura, infelizmente, é um bocadinho descurada, a média de livros lidos deve ser bastante baixa, e portanto as pessoas que dedicam o seu tempo livre a ler, devem estar claramente acima da média. No entanto, será possível dizer que estar acima da média é ler em demasia?
Sempre gostei de ler. Não tenho propriamente um ritmo, porque considero que a leitura é um aspecto muito afectado por factores externos. Há dias em que não apetece pensar, há outros em que a concentração é demasiado baixa para prestar atenção às histórias, e há ainda muitos dias em que simplesmente estamos de bem com o mundo, e não nos apetece mergulhar noutros mundos.
No entanto, a leitura faz parte da minha vida. Não sei o que é ler em demasia, e nem sequer acredito que o conceito exista!
Gostava de saber a vossa opinião em relação a este assunto, se bem que se nos visitam, é provável que gostem de ler e a vossa opinião deve ser tão enviesada como a minha... :D
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«A respeito de três aspectos, eu estava absolutamente segura. Em primeiro lugar, Edward era um vampiro. Em segundo lugar, uma parte dele – e eu não sabia qual era o poder dessa parte – ansiava pelo meu sangue. Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.»Entretanto, Boas Leituras!
Fonte: Webboom
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Este livro não é exactamente um livro independente. Aliás, segundo os livros originais do escritor, esta Muralha de Gelo não é um livro, mas sim a segunda parte do livro original, a Guerra dos Tronos.O que aqui vemos é apenas uma decisão editorial de dividir o volume original em dois, provavelmente por causa da enorme quantidade de páginas e do preço que um só volume iria custar.
Quer sejam analisados como livros separados, ou como um único volume, a conclusão é sempre a mesma: esta é um saga simplesmente genial, apesar da grande quantidade de volumes que vão ocupar a prateleira quando estiver completa.
Adorei esta segunda parte. Tal como o primeiro livro, não desilude e consegue agarrar-nos para nunca mais nos largar. Apesar do ponto obviamente negativo de a história se dividir por muitos livros, dois deles ainda por editar (na versão original do autor), a verdade é que este ponto pode claramente ser analisado de um modo positivo: pelo menos aquela sensação triste que nos agarra quando terminamos um bom livro, pode ser atenuada pelo facto de sabermos que brevemente podemos pegar noutro volume e agarrá-lo com todas as forças do nosso ser.
Mais do que uma história, estas Crónicas de Gelo e Fogo são um universo muito próprio, dentro do nosso universo literário (acho que já disse isto no post anterior!!!). E a razão é a realidade que a história apresenta, com factos tão comprovados, com gerações tão bem maquinadas, que quase podiam ser estudadas num livro de história do liceu. É isso que faz um bom livro. Mais do que uma história bem contada, é a forma como essa história poderia encaixar no nosso mundo, e modificá-lo para sempre.
Dia 11 lá estarei, no lançamente do 3º Volume destas Crónicas, a "Fúria dos Reis", porque o destino destas personagens já ultrapassou a prisão das páginas onde está impresso, para passar a ser do mundo, que aguarda em expectativa o desenrolar das suas vidas.
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Até à data foram bastantes os livros que li. Uns meses mais, uns meses muito menos, mas a vontade não é sempre a mesma, e a disponibilidade também não.No entanto há livros que nos tocam. Ou por uma cadeia incontrolável de eventos (porque foi a altura certa, o tema certo, a escrita certa...), ou apenas porque o livro é honestamente bom, e não há mais nada a acrescentar, nem uma vírgula que seja!
Não sei qual das hipóteses é a mais acertada para explicar este "Guerra dos Tronos, Crónicas de Gelo e Fogo, Livro Um", mas estou mais inclinada para a segunda... a verdade é que é um livro genial. Se o foi por uma cadeia incontrolável de eventos... já não o sei dizer!!!
Uma coisa é certa: pontos positivos não lhe faltam!
As personagens são altamente diversificadas e não se limitam aos habituais bons e maus porque não são estáticas. Evoluem, crescem, apresentam a sua faceta mais forte, mas também a mais delicada. Isto faz que com seja fácil amar, ou detestar. E depois queremos ler, só para sabermos onde o fio nos vai levar!
O modo de contar a história é outro ponto a favor. Apresentar o enredo através da visão das várias personagens é uma óptima maneira de cativar e agarrar à leitura, quanto mais não seja pela curiosidade de saber o que vai acontecer às nossas personagens favoritas!
E depois a história em si. É verdade que no início é um bocadinho confusa... tanta casas, tantos nomes, tantas pessoas, mas quando tudo começa a encaixar e as personagens ganham corpo na nossa imaginação, é impossível parar!
George R. R. Martin escreveu uma aventura fabulosa. Criou um mundo, ou mesmo um Universo só dele, que decidiu partilhar connosco. E não podia ter feito melhor!
Adorei este primeiro volume, e já estou lançada na leitura do segundo,"A Muralha de Gelo". Diz quem o leu que é um autêntico festim de emoções fortes! Vou ler para ver!
Quem não conhece, pode consultar a página da editora Saída de Emergência, que tem feito um trabalho excelente ao nível de publicidade do produto!
Entretanto, boas leituras!
PS- Canochinha, mais uma vez, obrigada por me teres dado a conhecer este fantástico mundo!
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Não há nada pior que a falta de brio, só mesmo a idiotice crónica, mas isso já é outro assunto!
Hoje fui vítima de um diálogo no mínimo surreal... ou então é o nariz entupido que me anda a dar volta ao cérebro...
«-Olá boa tarde. Estive aqui à procura e não consegui encontrar o livro que pretendia. Será que me pode ajudar?
-Claro, diga lá. (Notem o cuidado "Diga lá", tão apropriado nestas situações!)
-Eu queria o livro XPTO, do autor YZ.
-Espere aí que vou perguntar ao Senhor Domingos. Ele é que sabe estas coisas. (!!!???!!!)
Espero ainda com alguma esperança de que foi apenas a minha falta de atenção crónica que me levou a não encontrar o livro que queria. Um minuto depois, ela volta.
-Olhe, acho que não temos o livro. (ACHA??? Mas têm ou não!!!! Foste perguntar ao Sr. Domingos, fizeste-me estar aqui à espera, e voltas com essa resposta? Mas que raio é isto!!!)
Digo eu com alguma paciência, porque afinal sei o que é trabalhar num lugar que não é aquele dos nossos sonhos: - Mas acha, ou não existe mesmo?
-Olhe, procure aí, se não encontrar, é porque não temos.»
E é assim. Já não há respeito pelos livros... e muito menos pelo cliente.
PS- Fui à Fnac... problema resolvido!
Hoje fui vítima de um diálogo no mínimo surreal... ou então é o nariz entupido que me anda a dar volta ao cérebro...
«-Olá boa tarde. Estive aqui à procura e não consegui encontrar o livro que pretendia. Será que me pode ajudar?
-Claro, diga lá. (Notem o cuidado "Diga lá", tão apropriado nestas situações!)
-Eu queria o livro XPTO, do autor YZ.
-Espere aí que vou perguntar ao Senhor Domingos. Ele é que sabe estas coisas. (!!!???!!!)
Espero ainda com alguma esperança de que foi apenas a minha falta de atenção crónica que me levou a não encontrar o livro que queria. Um minuto depois, ela volta.
-Olhe, acho que não temos o livro. (ACHA??? Mas têm ou não!!!! Foste perguntar ao Sr. Domingos, fizeste-me estar aqui à espera, e voltas com essa resposta? Mas que raio é isto!!!)
Digo eu com alguma paciência, porque afinal sei o que é trabalhar num lugar que não é aquele dos nossos sonhos: - Mas acha, ou não existe mesmo?
-Olhe, procure aí, se não encontrar, é porque não temos.»
E é assim. Já não há respeito pelos livros... e muito menos pelo cliente.
PS- Fui à Fnac... problema resolvido!
Etiquetas: Erratas
«-Porque ledes tanto?-Olha-me e diz-me o que vês.
O rapaz olhou-o com alguma suspeita. - Isto é algum truque? Vejo-vos a vós. Tyrion Lannister.
Tyrion suspirou.
-És notavelmente dedicado para um bastardo Snow. O que vês é um anão. Tens o quê?, doze anos?
-Catorze. - disse o rapaz.
-Catorze, e és mais alto do que eu algum vez serei. As minhas pernas são curtas e tortas, e caminho com dificuldade. Necessito de uma sela especial para não cair do cavalo. Os meus braços são suficientemente fortes mas, mas uma vez, demasiado curtos. O meu pai foi mão do Rei durante vinte anos. A minha irmã casou-se com o novo rei e o meu repelente sobrinho será rei depois dele. Devo cumprir a minha parte pela honra da minha casa, não concordas? Mas como? Bem, poderei ter as pernas pequenas demais para o corpo, mas a minha cabeça é grande demais, embora eu prefira pensar que tem o tamanho certo para a minha mente. Possuo um entendimento realista das minhas forças e fraquezas. A mente é a minha arma. O meu irmão tem a sua espada, e Rei Robert o seu martelo de guerra, e eu tenho a mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada. - Tytion deu uma palmada na capa de couro do livro. - É por isso que leio tanto, Jon Snow.» George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos - Crónicas de Gelo e Fogo, Livro Um
Acho que é uma óptima desculpa para gastar dinheiro em livros, mesmo que as minhas pernas tenham o tamanho "normal"!
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O ano muda, mas tudo o resto permanece o mesmo. As pessoas, os lugares, a rotina...
Mas a verdade é que o fututo só a nós pertence, e só nós podemos tomar as rédeas da nossa vida e fazer dela aquilo que desejavamos que fosse.
Mas a verdade é que o fututo só a nós pertence, e só nós podemos tomar as rédeas da nossa vida e fazer dela aquilo que desejavamos que fosse.

Que 2008 seja uma estrada aberta em direcção a um lugar melhor, que cada curva esconda um boa oportunidade, e cada buraco seja apenas algo facilmente evitável. Se por acaso o lugar não for assim tão bom, ou a curva se revelar um contracurva, ou ainda o buraco seja tão grande que é impossível de contornar, há que pegar nessas situações e transformá-las em algo positivo, porque tudo é útil e ver a vida pelo lado positivo só depende de nós.
Healthy, free, the world before me,
The long brown path before me, leading wherever I choose.
Henceforth I ask not good fortune - I Myself am good fortune;
Henceforth I whimper no more, postpone no more , need nothing,
Stong and content, I travel the open road.
The earth - that is sufficient;
I do not want the constellations any nearer
I know they are very well where they are;
I know they suffice for those who belong to them.»
(...)
Walt Whitman, Leaves of Grass
Tenham um Feliz 2008, recheado de grandes aventuras literárias.
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Como não podia deixar de ser, quando um polícial me chega às mãos, é inevitável parar tudo o que estou a ler, para o ler em primeira mão. E este não desiludiu!
Tess Gerritsen não tem um currículo literário muito feliz. Pelo menos na minha opinião (algo enviesada pelo facto de ser fã de Patricia Cornwell!), a escritora nem sempre surpreende, e acaba por caír nos lugares comuns já explorados por outros. Mas este "Desaparecidas" é diferente.
Com um enredo altamente surpreendente, Tess dá-nos um livro a duas vozes, que nos permite acompanhar os vários pontos de vista da história. E assim, vamos conhecendo as vidas de Mila e Olena, duas emigrantes do leste, que são levadas para os Estados Unidos, para serem entregues numa casa que se dedica à prostituição.
Num estilo muito negro e muito pesado, Tess leva-nos por um mundo que desejamos que não seja o nosso, mas que imprime força e realidade à história.
É um daqueles livros impossíveis de largar, mesmo que pelo meio nos dê alguns arrepios de medo e repugnância. Altamente recomendável para quem gosta do género!
Tess Gerritsen não tem um currículo literário muito feliz. Pelo menos na minha opinião (algo enviesada pelo facto de ser fã de Patricia Cornwell!), a escritora nem sempre surpreende, e acaba por caír nos lugares comuns já explorados por outros. Mas este "Desaparecidas" é diferente.
Com um enredo altamente surpreendente, Tess dá-nos um livro a duas vozes, que nos permite acompanhar os vários pontos de vista da história. E assim, vamos conhecendo as vidas de Mila e Olena, duas emigrantes do leste, que são levadas para os Estados Unidos, para serem entregues numa casa que se dedica à prostituição.
Num estilo muito negro e muito pesado, Tess leva-nos por um mundo que desejamos que não seja o nosso, mas que imprime força e realidade à história.
É um daqueles livros impossíveis de largar, mesmo que pelo meio nos dê alguns arrepios de medo e repugnância. Altamente recomendável para quem gosta do género!
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Depois de ter lido e adorado "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sandór Márai, andei a namorar este "A Mulher Certa", que a Mizar acabou por me oferecer este Natal.«Em Budapeste uma mulher conta a uma amiga como descobriu o adultério do seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como se casou com um homem endinheirado para sair da pobreza. Três vozes, três pontos de vista, três sensibilidades diferentes desvendam uma história de paixão, mentiras e crueldade.» Webboom
Entretanto, Boas Leituras!
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Como não há nada melhor do que dar e receber livros, eis que a primeira prenda natalícia deste ano já chegou!Muito Obrigada Canochinha! Tenho a certeza que vou adorar lê-lo!
PS- Depois do livros, o chocolate é talvez a prenda mais deliciosa de se receber! :D
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Mesmo que seja só a frase inicial, fico com arrepios!
"It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife." Pride and Prejudice, Jane Austen
Pergunto-me se o mundo mudou assim tanto, que já não hajam homens jeitosos e ricos à procura de mulheres... :D
"It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife." Pride and Prejudice, Jane Austen
Pergunto-me se o mundo mudou assim tanto, que já não hajam homens jeitosos e ricos à procura de mulheres... :DEtiquetas: Erratas
Minha muito querida Mizar, o 5ºjá cá canta!O senhor do Círculo de Leitores vai-me desgraçar com o dinheiro que me leva a gastar em livros!
Este é o 5º livro da escritora Tess Gerritsen, editado pelo círculo de leitores. Apesar de algumas semelhanças com a fantástica Patricia Cornwell, não consigo resistir a comprá-los! Proporcionam-me sempre momentos de boa disposição!
Entretanto, estou a reler o Potter, e a relembrar alguns pormenores já esquecidos tal foi a ânsia com que li o livro quando foi editado em inglês!
Boas leituras!
Imagem retirada do site do Circulo de Leitores
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Não resisti a comprá-lo!
Não é um livro para ler. É um livro para saborear. Vai andar na carteira, de um lado para o outro, para eu acompanhar o último livro da saga, com a verdadeira atenção que ele merece.
Sabe-me bem trazê-lo comigo. É como aquela companhia que simplesmente não me falha!
Não é um livro para ler. É um livro para saborear. Vai andar na carteira, de um lado para o outro, para eu acompanhar o último livro da saga, com a verdadeira atenção que ele merece.
Sabe-me bem trazê-lo comigo. É como aquela companhia que simplesmente não me falha!
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...é que posso perder-me nas frescas florestas de Sevenwaters num momento, para a seguir me esconder numa passagem secreta do castelo de Hogwarts, e terminar o dia nas belas paisagens do Derbyshire.
É por isso que leio. Para me encontrar, neste mundo onde às vezes me sinto perdida.
E vocês, onde gostavam de se perder?Etiquetas: Erratas
Foi lançado o desafio: o que é ou não ser "alternativo" (obrigada Menphis, pela bela sugestão!).Ao comentar sobre o livro "A Casa Quieta", de Rodrigo Guedes de Carvalho, chamei-lhe: "alternativo". É preciso ressalvar que nem tudo o que é alternatico, é mau!
Esclarecido este ponto vamos à pergunta: O que é ser "alternativo"?
Com tantas correntes e tantas nuances, o mundo da leitura é um pau de dois bicos. Por um lado temos os que gostam de ler, e os que não gostam. Depois temos os que só escolhem determinado estilo de livros, ou por necessidade (por exemplo, ler livros técnicos), ou por simples estatuto.
Outro aspecto importante é a posição do leitor em todo este mercado: quem acaba por ser determinante, em última análise, é o leitor, por mais campanhas de marketing que sejam feitas. Quem determina se um livro por mais caro, grosso ou estranho que seja, vai ser um campeão de vendas é o leitor que o compra e lê, fala sobre ele, oferece aos amigos, ou apenas o recomenda.
Para mim, ser alternativo, significa simplesmente ser diferente. Significa que é o tipo de livro que demoro tempo a ler, que demoro tempo a compreender, e que pode ou não ser um dos livros da minha vida. "A Casa Quieta" é um bom exemplo de um dos livros alternativos que não se transformou num dos livros da minha vida. Outro exemplo é o livro "As Velas Ardem até ao Fim" de Sandór Márai. Não é um livro fácil, é um livro que demora a entranhar na pele, mas uma vez lido, fica uma mancha que nunca mais nos abandona, de tão bonito que é!
E para vocês, o que é um livro alternativo?
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«Não te procurei porque procurar-te me daria a exacta dimensão da tua ausência, poderia vaguear minutos horas, procurar-te quem sabe chamar por ti dizer o teu nome, saberia eu que de pouco me adiantava, seria isto pergunta ou a exacta dimensão afirmação de que não te encontras.
Mal tu sabes não tiveste tempo de saber, o que pode ser uma hesitação tão estúpida entre caminhar entre os nossos destroços ou deixar-me ficar
Sentado
Encostado à banca da cozinha
Absorto a acender mil vezes o isqueiro
Reduziste-me afinal a estes passos desencadeados, todas as minhas dúvidas do momento estão aqui, sento-me, levanto-me, para quê sentar-me levanto-me para ir para onde, o cão sempre atrás de mim quer-me parecer que te procura num gesto que eu possa fazer, o cão que não sabe nunca soube dizer o teu nome mas para quem toda a vida eras tu, seremos afinal tão diferentes é o que me resta perguntar quando afinal como ele, tal como ele, também não sei já dizer o teu nome, falta-me o pormenor que te define mesmo, um detalhe para que sejas absolutamente
exacta, clara
a inveja que tenho de quem sabe traduzir.»
Mal tu sabes não tiveste tempo de saber, o que pode ser uma hesitação tão estúpida entre caminhar entre os nossos destroços ou deixar-me ficar
Sentado
Encostado à banca da cozinha
Absorto a acender mil vezes o isqueiro
Reduziste-me afinal a estes passos desencadeados, todas as minhas dúvidas do momento estão aqui, sento-me, levanto-me, para quê sentar-me levanto-me para ir para onde, o cão sempre atrás de mim quer-me parecer que te procura num gesto que eu possa fazer, o cão que não sabe nunca soube dizer o teu nome mas para quem toda a vida eras tu, seremos afinal tão diferentes é o que me resta perguntar quando afinal como ele, tal como ele, também não sei já dizer o teu nome, falta-me o pormenor que te define mesmo, um detalhe para que sejas absolutamente
exacta, clara
a inveja que tenho de quem sabe traduzir.»
Rodrigo Guedes de Carvalho, A Casa Quieta
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Depois de um trailler simplesmente fenomenal e de uma campanha de marketing extraordinária, "Elizabeth-The Golden Age", parece um caso simples de ditado popular: muita parra, mas pouca uva.Para uma aficcionada de romances históricos, tenho de admitir que consolei as vistinhas com o fantástico guarda roupa, cenários e paisagens de outros tempos. Mas em termos de história, o verdadeiro sumo que compõe a película, tenho de admitir que fiquei completamente desapontada.
Anunciado como a sequela de Elizabeth (1998), este filme não é mais que uma repetição com alguns novos pormenores à mistura: nomeadamente um Clive Owen melhor que nunca!
Vamos a pormenores: para uma sequela, o filme não começa exactamente onde o outro acabou! Em primeiro lugar, voltam a querer casar a raínha, quando ela já tinha decidido ser a raínha virgem! Em segundo lugar, voltam a matar a Maria da Escócia, prima de Elizabeth, e sucessora do trono em caso de morte desta (e digo "voltam a matar", porque no primeiro filme a senhora interpretada pela fantástica Fanny Ardant, já tinha sido assassinada).
A partir daqui, já não é uma sequela!
Para além de tudo isto, o guião do filme deu origem a um livro (que no fundo já estava escrito!). Livro esse que é um retrato da época Isabelina. Ora, esse tempo está amplamente romanceado nos livros de Robin Maxwell, uma escritora apaixonada por Isabel I, que escreveu a sua história. Apesar do filme não aparecer como sendo baseado nos livros da autora, parece-me que alguns aspectos foram retirados ao estilo "copy, paste" do livro: "O Bastardo da Raínha": por exemplo a cena do vidente, e a cena em que Clive Owen salva a Inglaterra a bordo de um navio incendiário. Sei perfeitamente que estes aspectos são comprovados historicamente, e portanto acessíveis a quem os quiser procurar. Mas as semelhanças com o livro de Robin Maxwell são espantosas!
Não estou a dizer que o filme é mau. Longe disso. A exploração da vida de uma raínha que subiu tão alto, para apenas ficar distanciada de todos. Tão longe que arrefeceu para a vida. A exploração de uma vida parca em calor humano, tão necessário à existência. A luta pela sobrevivência de uma mulher que ousou desafiar todos, inclusivamente a igreja católica. Tudo aspectos tão bem explorados, que chegamos ao fim com o desejo de abraçar aquela mulher, só para lhe dizermos que a compreendemos, e que estamos ali para o que for preciso.
São de destacar os aspectos gráficos e a fotografia. Temos filmagens fabulosas, especialmente quando aparece a armada espanhola, que nos atacam com uma força surpreendente, pelo poder que encerram.
E claro, temos desempenhos muitos bons de Cate Blanchett, Clive Owen e Geoffrey Rush.
Temos tudo isto, mas tal como disse, este filme não é uma sequela. E não tem o arrojo do seu antecedente "Elizabeth (1998)", que é um filme simplesmente maravilhoso.
Honestamente não compreendo o realizador, para repetir o seu trabalho 10 anos depois. Afinal, para quê fazer outra vez o que já foi bem feito, e porque não continuar o trabalho para algo que ainda ninguém concretizou!
Uma coisa é certa, apesar de tudo, este filme merecia o óscar de "melhor citação do ano" (inventei agora, porque merece mesmo!). A certa altura Elizabeth diz com ar grave: "A bordo dos navios espanhóis vem a inquisição. E se perdermos, quando eles cá chegarem, acabou a liberdade em Inglaterra." Eles não chegam lá. E ainda bem que não, porque o reinado de Elizabeth foi um dos mais longos e mais prósperos que a Inglaterra teve. E sabe Deus a falta que fazia outra dama de ferro!


Etiquetas: Cinema
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