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«O que levou um amável dentista como o Dr. Morley a suicidar-se? Ele era saudável e não tinha problemas financeiros ou amorosos. O que ele tinha era um encontro marcado com Hercule Poirot, que não fica convencido de tal acto de desespero e se encarrega pessoalmente de interrogar os pacientes, colegas e amigos do bom doutor. Poirot desconfia que o Dr. Morley não era uma vítima assim tão improvável de homicídio. Nem que fora apenas a primeira…» Fonte


Mais um adorável livro de Agatha Christie no qual, mais uma vez, o que parece não é! Esta história, que a princípio parece apenas um caso de erro médico, acaba por se desenvolver numa trama muito bem estruturada, que se revela quase demasiado maquiavélica, mas com tanta lógica que é impossível não gostar.

A escritora não para de me surpreender, e os seus livros são realmente um tesouro a ter por perto!


Entretanto, Boas Leituras!


É talvez a obra mais famosa do escritor norte-americano. Valeu-lhe um prémio Pulitzer, e mais tarde, o Nobel. Retrata a saga de um pescador, Santiago, na luta contra um espadarte enorme, que o arrasta para longe da costa.

Todo o livro é a luta entre o pobre pescador,que há mais de oitenta dias que não pescava nada, e sobrevivia pela caridade dos que o rodeavam.
Santiago enfrenta sozinho um espadarte maior do que o bote onde pesca. Durante 4 dias, sobrevive à custa de peixe cru e golinhos de água e aguenta a fome, o frio, o sono e a dor, para ver o seu prémio devorado por tubarões que não consegue afastar, e que lhe deixam apenas o esqueleto do gigante marinho.

Comecei a ler o livro numa noite de insónia, e claro que rapidamente fiquei embrenhada na história, com os peixes-gato a saltar na água, e a brisa a trazer o cheiro do mar.Vi as estrelas como se lá tivesse estado, e senti a dor e a fome do pescador como se fossem minhas.

É um volume maravilhoso, que nos lembra que realmente há que lutar pelo que queremos, mesmo que no fim apenas reste a memória do que conquistamos.

«Após vinte e nove anos de um governo sem fraqueza, o Rei de Ferro morria, com quarenta e seis anos, de uma congestão cerebral, enquanto um eclipse solar lançava uma sombra espessa sobre a França.
Verificava-se, assim, pela terceira vez, a maldição lançada no meio das chamas, oito meses antes, pelo grão-mestre dos templários.
Soberano tenaz, altivo, inteligente e discreto, o rei Filipe preenchera tão bem seu reinado e dominara de tal forma seu tempo que se tinha a impressão, aquela noite, de que o coração do reino parara de bater.» excerto d'A Raínha Estrangulada, Maurice Druon

«Estava-se no Inverno de 1314 e rapidamente a notícia chega até aos cantos mais recônditos de França para criar um período de expectativas inquietantes. Por incrível que pudesse parecer, Filipe, o Belo, o Rei de Ferro, estava morto. Quase três décadas de governo firme e eficaz chegavam abruptamente ao fim, sem que ninguém se atrevesse a apostar que Luís de Navarra, o herdeiro, fosse capaz de estar à altura da tarefa que o destino lhe havia atribuído. De temperamento instável e fraca inteligência Luís X, o Teimoso, haveria de enfrentar uma época marcada pelas suas próprias fraquezas e pelas lutas turbulentas de poder geradas pelo vazio de autoridade deixado pelo seu pai.Na corte, tanto o conde Carlos de Valois, irmão do rei morto, como Enguerrand de Marigny, primeiro-ministro e conselheiro real lançaram-se numa disputa para controlar os desígnios de França, com evidente menosprezo pela soberania assumida pelo débil monarca. Neste jogo de intrigas e traições, Luís, o Teimoso, deverá também resolver a sua relação com Margarida de Borgonha: a mulher que permanece presa num calabouço sujo acusada de adultério e que na qualidade de rainha legítima ameaça transformar-se num grave perigo para os seus interesses políticos.» Wook
O segundo volume da saga "Os Reis Malditos" é mais um livro absolutamente maravilhoso. É um volume de transição(entre a tomada de posse do novo rei, e a luta pelo poder entre o seu tio e o antigo ministro do seu pai) e está recheado de intrigas que nos mostram que a luta pelo poder sempre foi desleal e feia, e que nada mudou ao longo dos tempos. Cada página é um transporte para outros tempos, e é um verdadeiro prazer acompanhar a história como ela aconteceu!
Completamente recomendável. É difícil parar de o ler, e só o facto de sabermos que existe uma continuação, é uma mais-valia extraordinária!
Entretanto, Boas Leituras!

A expressão "em equipa vencedora não se mexe" aplica-se perfeitamente aos livros da saga Kurt Austin do escritor Clive Cussler. É realmente um autor que tem sempre alguma história interessante para aquelas alturas em que não nos apetece ler nada demasiado sério!

«As forças armadas russas estão à venda. O povo está cansado da corrupção governativa e do crime organizado. O sentimento nacionalista e o antagonismo para com os Estados Unidos e a Europa bateram todos os recordes. A Rússia é um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento.Razov é um magnata com um império na navegação e nas minas que se dedicou à ressurreição da Mãe Rússia.Ele subscreve os ideais cossacos de masculinidade e força bruta, e a sua audácia conquistou a lealdade de muitos russos cansados do capitalismo e da liberdade e que anseiam por um nacionalismo capaz de restaurar as glórias da Rússia. Alegando ser um descendente dalinhagem Romanov, Razov revela-se um homem paranóico e acredita que o resto do mundo o quer destruir.Entretanto, na costa do Mar Negro, Kurt Austin salva da morte uma bela reporter chamada Kaela e toda a sua equipa de filmagens. Nesse momento, Austin é informado de que um submarino nuclear poderá tercaído nas mãos erradas. Poderá a loucura de Razov levá-lo a usar este arsenal para provocar um desastre global? Até que ponto está terminada a Guerra Fria?» Saída de Emergência

Para quem gosta de aventuras recheadas de personagens cativantes e histórias com pormenores reais e assustadores este é o livro ideal! Tem a dose perfeita de perseguições, destruição de equipamentos caros e claro de romance (que acaba sempre por ficar bem!).
Clive Cussler consegue pegar numa ideia cliché (O super vilão que quer destruir o mundo!) e transformá-la num livro quase impossível de largar.

Como de costume, claramente recomendável (especialmente para aqueles que adoravam livros de aventuras quando eram pequenos!)!

Entretanto, Boas Leituras!

«Belo e ambicioso, Filipe IV, ousa invadir os domínios dos Templários. Em 1307 encarcera os membros desta ordem, e em 1314 manda executar um dos mais poderosos homens de então, Jacques de Molay. Negando até ao fim as acusações de que era alvo, o Grão-Mestre da extinta ordem lança sobre o rei Filipe IV uma maldição que se prolongaria até à sétima geração.
Num cuidado e vivo retrato do século XIV, dos meandros de poder e intriga que levarão à Guerra dos Cem anos, Maurice Druon segue o rasto dos descendentes de Filipe IV. Tendo o próprio rei morrido um ano após a condenação do templário – assim como o Papa que permite a sua prisão – a sua descendência vivera a doença, o crime, o envenenamento.
"O Rei de Ferro" é o primeiro de sete títulos incluídos no ciclo "Os Reis Malditos". Aqui germina a maldição que afectará toda a descendência de Filipe IV. Conhecido pela sua beleza, ele tudo fará para manter um poder absoluto sobre o reino. A ambição leva-o à cobiça da fortuna dos Templários. Acusando-os de heresia, confisca todos os seus bens, mas não voltará a ter paz... » Circulo de Leitores

Um mês depois da morte do escritor, tive o prazer de terminara leitura do primeiro livro da Saga "Os Reis Malditos". A minha atenção já tinha sido despertada para a história, mas só agora tive a possibilidade de a começar a ler.

Este "Rei de Ferro" é um livro muito bem escrito que desliza pelos nossos olhos com uma fluidez impressionante. A história está muito bem contada e o desenvolvimento das personagens (todas personalidades da história e portanto pessoas reais) está muito bem estrututado.

É uma história que nos dá um vislumbre dos tempos mais antigos da história deste nosso mundo, com pormenores autênticos, e verdadeiramente apaixonantes, que nos colocam num mundo totalmente diferente daquele a que estamos habituados (sem nunca nos deixar esquecer que foi o mundo em que viveram os nossos antepassados).

Absolutamente recomendável!

Recentemente, numa conversa com uma das minhas Tias, descobri que uma das suas memórias literárias mais antigas é acerca de um romance que leu quando ainda era uma adolescente chamado "O Solar dos Castanheiros".
Há 35 anos (ou mais!!!) e ela ainda se lembra do nome da história, do autor, e claro, da trama em si, o que para mim é um facto maravilhoso uma vez que, mesmo no que diz respeito aos livros mais marcantes da minha vida, os pormenores escapam-se da minha mente como enguias da mão do pescador!
Claro que não descansei enquanto não li o livro, o que não foi fácil considerando que não há edições recentes do mesmo.
A escritora, Mdme Alphonsine Vavasseur-Archer Simonete (1836-1952) usava o pseudónimo de Max du Veuzit, no tempo em que editar livros ainda não era um privilégio das mulheres.
O Romance conta a história de Solange, uma rapariga que termina a sua educação num colégio de freiras e que vai viver para junto da mãe, eternamente de luto desde a morte do marido, que a filha nunca conheceu. Por esta altura, Solange descobre que a propriedade que pertencia a seu pai vai ser vendida a um estranho e sedenta de informação sobre a figura paterna, faz amizade com aquele que foi o seu mais fiel criado de forma a sabe os verdadeiros factos ligados ao seu desaparecimento.

É uma história que se lê rapidamente, e que nos transporta para um tempo em que as pessoas eram simples e o mundo era mais tranquilo e mais puro. Além disso é o verdadeiro do romance, que nos faz chorar de alegria no fim porque às vezes só precisamos de algo que nos aqueça o coração.

Só me resta agradecer à minha Tia por esta herança tão inusitada, de tempos longínquos.

A Metamorfose - Franz Kafka

Há alguns anos atrás disseram-me que este livro era essencial para a compreensão do ser humano, e portanto indispensável para a formação que estava a desenvolver no momento. Li-o com o espírito de obrigação e não gostei. Nem gostei, nem compreendi!
Naquele tempo os livros de apoio à leitura eram um luxo que não me podia permitir, e só agora, na "geração internet" é que pude aprofundar a verdadeira essência do conto de Kafka (muito graças a uma análise que li no Estante de Livros e que me levou a dar uma segunda oportunidade ao escritor!)

Depois de tantos anos a dizer mal do livro, finalmente consegui perceber o seu objectivo e pergunto-me como pude ser tão "Mente Fechada"a primeira vez que o li.
Samsa, o indivíduo que se transforma em insecto, é um ser esmagado pela sociedade, que tem um emprego que odeia, mas que mantêm para que posso sustentar a família, um conjunto de parasitas, que vivem à custa dele, simplesmente porque é mais fácil. Quando Gregor Samsa adoece e deixa de trabalhar (por se ter supostamente transformado num insecto!) a família, mais uma vez, opta pela solução mais simples, que é ignorar Samsa e arranjar outro meio de subsistência.

É um livro pequenino, que retrata com muita crueza o comportamento dos seres humanos perante a diferença. Acredita-se que a"metamorfose" seja a representação da doença mental. Pensando bem, não seria difícil Gregor cair numa depressão tão profunda, devido ao esforço que executava diariamente para viver com o peso familiar, que ficaria completamente alheado do mundo.
A verdade é que não é um livro verdadeiramente agradável! Evoca cheiros e ruídos verdadeiramente assustadores. No entanto, não posso tirar o mérito ao escritor, porque é esse facto que permite compreender a repugnância e o medo que a família sente dele bem como ajudar o leitor a compreender as dificuldades inerentes à sua transformação.
Entretanto, Boas Leituras!

Depois de "1984" não podia deixar de ler o famoso "Triunfo dos Porcos", livro que me aconselharam a ler já vai para mais de 10 anos. Por uma ou outra razão, só o li a semana passada!

É um livro pequenino, que se lê muito rapidamente, e cuja leitura se devo recomendar sem qualquer hesitação.

Parece-me que é inato no Ser Humano, seja qual for a sua raça, idade ou educação, fazer o melhor para si, sem olhar duas vezes para os que o rodeiam. A História é prova disso. Todos os grandes ditadores convenceram o povo com ideias de melhor qualidade de vida, quando no fim todos acabaram por fazer o mesmo: eliminar aqueles que não concordavam com as suas ideias, bem como fazer propaganda para parecer que o estado nunca se contradizia e que se limitava a estar sempre certo.
O egoismo e egocentrismo do Ser Humano fazem com que este seja facilmente corruptível numa situação de poder, mesmo que afirme que tal não seja possível (e sempre considerando as devidas excepções, como tudo na vida!)

É neste sentido que "O Triunfo dos Porcos" é um livro maravilhoso, porque retrata com exactidão o resultado de todas as revoluções até à data, que apesar de começarem sempre sob o mesmo pretexto, acabam sempre da mesma maneira:

"Todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros"


Entretanto, Boas Leituras!


Em "Dia do Livro" terminei a leitura de um espantoso exemplar da literatura: "1984".

«Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (título original Nineteen Eighty-Four) é o título de um romance escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudónimo de George Orwell e publicado a 8 de Junho de 1949 que retrata o quotidiano numa sociedade totalitária. O título vem da inversão dos dois últimos dígitos do ano em que o livro foi escrito, 1948.
O romance é considerado uma das mais citadas distopias literárias, junto com Fahrenheit 451, Admirável Mundo Novo, Laranja Mecânica e Nós. Nele é retratada uma sociedade onde o Estado é onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada.»
Wiquipédia

Já há muitos anos que li o "Admirável Mundo Novo"de Aldous Huxley, e apesar de ter esquecido alguns pormenores nunca consegui apagar a marca que o livro me deixou. Ainda hoje, quando olho para ele, me lembro das incubadoras para criar bébés e da educação baseada na teoria do Pavlov de acordo com a profissão a que as crianças eram destinadas (por exemplo, se estivessem destinadas a trabalhar nas minas eram-lhes administrados choques eléctricos sempre que as expunham à luz solar).

A leitura de "1984" ainda me chocou mais por abordar uma parte diferente do processo (se é que lhe posso chamar assim!) da aniquilação do ser humano enquanto ser livre e pensante.
Não há nada mais assustador do que alguém nos fazer acreditar que tudo aquilo que julgavamos verdade é na realidade mentira. Claro que a pessoa submetida ao processo nunca mais se vai lembrar, mas o que é certo é que para quem está a ler é assustador imaginar sequer o facto!

Além disso, toda a existência é eliminada. A pessoa existe apenas porque o sangue lhe corre nas veias, porque não é autónoma. O cérebro limita-se a viver, sem pensar, sem escolher... simplesmente reage aos estímulos do exterior sejam eles contraditórios ou não.O ser humano é considerado fraco, porque só em conjunto é que consegue ter força.
A própria linguagem é modificada no sentido de eliminar as palavras que possam de alguma maneira dificultar a rotina do indivíduo: se é bom, não há necessidade de todos os outros adjectivos como bestial ou fantástico, soberbo, genial... é simplesmente bom, porque o próprio acto de pensar num adjectivo pode levar o indivíduo a cometer um crime contra o estado.

O livro é simplesmente soberbo... assustador, mas soberbo!

Espero não ter revelado demais para quem ainda não leu o livro, mas fiquei completamente apanhada pela história e só me apetece contar tudo com muito pormenor!!! Recomendo a leitura do livro sem qualquer reserva, porque é um bom incentivo para as pessoas abrirem os olhos a tudo o que as rodeia, sem se deixarem adormecer na rotina e em vez de viverem se limitarem a existir.
Entretanto (e hoje com um significado mais especial) Boas Leituras!

Messias

Boris Starling é um escritor Inglês, que já trabalhou como jornalista, e que se lançou no estrelato com este livro, "Messias", aclamado pela crítica de todo o mundo em 1999. A personagem principal é Redfern Metcalf, um investigador da Scotland Yard.

«Londres, Maio de 1998. Uma onda de calor sufoca a cidade: dias abafados, estranhas noites de nevoeiro e os passos furtivos de um assassino pelas ruas. Três pessoas aparecem misteriosamente assassinadas sem que qualquer pista indique uma relação entre os crimes: nada as une nem as liga... a não ser o facto dos seus cadáveres aparecerem com uma colher de prata no lugar onde anteriormente tinham a língua...»

"Messias" é um livro muito bem escrito, com uma história bem delineada, que nos dá a conhecer o presente (ou seja, a investigação em curso), mas também a vida passada das personagens, bem como o que passa na mente do assassino. Ao longo do livro vamos tendo pistas dissimuladas acerca de quem é o assassino, apesar de só no fim nos apercebermos disso.
É um bom thriler, mas o final do livro é de algum modo perturbador.
Uma das coisas que mais gosto neste género de livro é a redenção final das personagens. Normalmente o final é uma mistura de sangue e lágrimas, onde os culpados têm o que merecem, e os "bons" têm de algum modo a sensação de missão cumprida. O leitor, fica com o coração acalentado, como se tudo no mundo fosse cair nos eixos, e correr bem dali para a frente.

Neste livro não há este sentimento. Apesar de todos terem o que merecem, a justiça final é de algum modo fria e desprovida de calor. É o típico caso no qual o coelho deixa de ser a vítima, para passar a ser o caçador...

Claro que tudo isto é difícil de explicar sem desvendar aspectos importantes do livros, portanto a única coisa que posso acrescentar é mesmo dizer que dentro do género já li livros melhores, e que apesar de ser um livro muito bem escrito, não fica incluido nos meus livros preferidos de todo o sempre.

É de salientar que este livro pertence a uma colecção de livros de bolso que começou inicialmente por ser vendida pela revista "Circulo de Leitores", mas que é possível comprar na Fnac. Os preços são basicamente os mesmo, e a qualidade é muito boa.
Para quem é fã de livros que ocupam pouco espaço, com boas encadernações, é a escolha ideial!
Entretanto, boas leituras!

O Assassino Inglês

Finalmente foi publicado pela Bertrand aquele que é o segundo livro da Saga Gabriel Allon, do escritor Daniel Silva.

«Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio.
Allon vê-se inesperadamente a braços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios – alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.»
Portal daLeitura

Mais uma vez o papel de restaurador do protagonista assume a dicotomia habitual: Gabriel é um restaurador de quadros, mas também de pessoas, e é neste estilo que o livro se desenvolve até à redenção final na qual a história acaba sempre por ter uma mensagem apropriada depois de todo o sangue e violência. O tema central é o apoio dado pelos bancos Suíços ao regime de Hitler, e mesmo sabendo que o livro não passa de um romance é realmente incrível pensar na quantidade de obras de arte que nem sequer circulam no mercado negro, mas estão guardadas dos olhos do público, escondidas nos cofres daqueles que roubaram ao abrigo de leis que ainda hoje os protegem.

O livro é altamente recomendável, claramente ao estilo de Daniel Silva que nos continua a transportar por aqueles pedacinhos de história que não queriamos lembrar, mas que fazem parte do nosso passado recente, e que por muito que gostassemos não podemos negar.

Entretanto, boas leituras!

Clive Cussler - Ouro Azul

Como não podia deixar de ser, não resisti... Tive que ler mais um livro do Clive Cussler, e é pena que não tenha aqui os restantes, porque não seria um grande esforço continuar a saga.
A verdade é que Clive Cussler criou personagens maravilhosas, que nos cativam pela sua personalidade, ao ponto de se tornarem nossos amigos e companheiros.

Ler um livro do autor é entrar num mundo fantástico e curioso, onde se faz uma coisa nova todos os dias. Pousar o livro é uma tormenta, e chegar a casa depois de um dia de trabalho e saber que está ali, à nossa espera, é uma alegria imensa.

Não há nada que não se recomende, simplesmente porque não há nada mais maravilhoso do que viver uma vida recheada de aventuras e perigos, onde não sabemos o que o amanhã nos vai trazer. Estes livros permitem ao comum mortal viver essas aventuras, sem sair do sofá, como se fossem uma panaceia para a vida comum que nos aperta diariamente.


«A zona central dos Estados Unidos atravessa uma seca severa. Cerca de um quarto do país é abastecido pelo rio Colorado, abrangendo alguns dos Estados mais populosos. Los Angeles é uma das cidades mais poderosas do mundo, mas só tem reservas de água para mais dois anos. Para conseguir uma gestão sem desperdícios, o governo privatizou as empresas que gerem os recursos de água. No entanto, uma poderosa multinacional, conseguiu dominar várias empresas que gerem a água do rio Colorado. Assemelhando-se a um grande polvo, ela já estendeu tentáculos a grande parte da Europa, Austrália, África e China. Passando por cima de todos os que se atravessam no seu caminho, esta empresa já domina grande parte dos recursos naturais do Globo. Francesca, uma jovem cientista, descobriu um inovador método de dessalinização extremamente barato e capaz de produzir energia nesse processo. Se o seu projecto for divulgado, irá pôr em causa muitos milhões de euros investidos. Neste momento, a sua vida está em jogo. Passando pela Amazónia e pelos lugares mais exóticos da América do Sul, esta conspiração encontrará um último opositor: Kurt Austin e a sua equipa de investigação marítima. Será possível salvar a vida de Francesca e pôr fim ao projecto megalómano?» Saida de Emergência

Clive Cussler - Serpente

Antes de tecer considerações quero agradecer à nossa muito querida anaaaatchim que me recomendou a leitura deste extraordinário autor, e que me guiou na leitura sequencial da Série "Numa", publicada pela Saída de Emergência.

"Serpente" é o primeiro livro da já referida série e a trama do livro é absolutamente recomendável para os apaixonados pelo thriller/romance histórico.

«Uma corporação poderosa ameaça a estabilidade política mundial. A viagem secreta de colombo e o seu túmulo, escondem a chave para defrontar uma ameaça que pode mudar o Mundo.
Há mais de 50 anos que jazem no fundo do mar gelado do Atlântico Norte os destroços do paquete de luxo Andrea Doria. Nas suas entranhas repousa uma relíquia pré-colombiana que pode mudar o destino do Mundo.
Para Kurt Austin, director de uma equipa de exploração marítima, o perigo começa quando salva uma bela arqueóloga marinha na costa de Marrocos. Após socorrer Nina Kirov, ambos vêm-se envolvidos numa missão para desmascarar uma poderosa corporação cujo plano levará a uma vaga de destruição e morte, e até à formação de um novo país. Kurt e a bela Nina Kirov desvendaram segredos muito mais valiosos do que as suas vidas. E há tesouros perdidos que nunca deviam ser encontrados.»

Achei simplesmente genial. A história é deliciosa, ficamos completamente apaixonados pelas personagens principais (a equipa da NUMA), e não há nada melhor que um livro de aventuras (assim muito ao género dos "Cinco", mas com malta crescida e material de ultima geração!) no qual nos podemos divertir e ao mesmo tempo aprender.
Passei um fim-de-semana delicioso a terminar o livro, e já tenho aqui o próximo ("Ouro Azul") à espera na prateleira (se bem que não me parece que vá esperar muito tempo...!).

Se gostam do género, por favor leiam!!!

Entretanto, Boas Leituras!

Um Homem na Escuridão

"Um Homem na Escuridão" foi o primeiro livro de Paul Auster que tive o prazer de ler. É um livro que se lê de um fôlego tal é a vontade de saber como a história se vai desenrolar.
Auguste Brill é um homem, recentemente viúvo, com insónias. A sua filha passou por um divórcio complicado e a sua neta sofreu a perda abrupta do namorado. Vivem juntos em casa de Miriam, a filha, num momento de transição da vida dos três. A história acontece numa noite apenas, com Auguste a recordar momentos da sua vida passada e presente. O outro passatempo de Auguste Brill é inventar histórias, onde dá vida a personagens que lhe preenchem as noites passadas em claro.

Adorei o livro porque me identifiquei absolutamente com ele. Eu também tenho insónias. Não é que passe a noite toda sem dormir, mas enquanto não adormeço, invento outras vidas que podia viver, para não pensar nos problemas diários que por vezes me tentam tirar o sono. Foi a forma sensata que encontrei para passar algumas horas que podiam ser completamente perdidas a pensar em coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não vão acontecer.
Percebo Auguste Brill do fundo da alma, e só alguém com uma capacidade extraordinária podia passar isso para o papel. Paul Auster foi esse homem, que nos compreende sem o saber, e que num pequeno livro condensou a vida de todos aqueles que, pela sua incapacidade de adormecer mal tocam na almofada, inventam outras vidas para tentar chegar ao consolo que todos esperam quando se enroscam nos lençóis.

Obrigada Canochinha, por me teres dado a conhecer estes homens fantásticos da literatura: Paul Auster, o escritor, e Auguste Brill, o "Homem na Escuridão".

Para finalizar tenho de acrescentar que se este livro fosse uma música, só poderia ser a seguinte:

"Comptine d'um autre été" - Yann Tiersen



«Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigirse à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local. Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera Coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…»
ASA




Para quem gosta tanto de policiais como eu, até me parece mal nunca ter lido nada da incomparável mestre do crime que é Agatha Christie. "Matar é Fácil é a sugestão de leitura da semana.

Entretanto, Boas Leituras!

Equador

«Equador é a linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação.» Wiquipédia


Equador é também um dos melhores livros que li até hoje.Há muito tempo que queria ler este livro. Nunca o comprei porque acho o preço um verdadeiro absurdo (27€ na Oficina dos Livros - e digo absurdo, não pelo preço em si, mas pelo facto de ser um autor português a editar um livro em Portugal!) e porque mo emprestaram antes da curiosidade se tornar insuportável. Foi a ideia da TVI em transformar a história numa novela, que me levou a pegar nele e a lê-lo num âpice!


É um livro de fácil leitura, com uma escrita fluída (apesar de precisar de alguma pontuação extra em algumas frases!), com personagens fortes e marcantes, e passado numa ilha luxuriante onde o cheiro a terra e a chuva se entranha em nós, como se lá estivessemos verdadeiramente.

Durante alguns breves dias dei por mim na distante São Tomé, na hora da chuvada, mergulhada em sons do Óbó (floresta), a espreitar da varanda do Palácio do Governador. Não podia ter sido mais maravilhoso ler o livro, só pela oportunidade de lá "ter estado".

Há alturas para os livros serem lidos. Esta foi a altura certa. Identifiquei-me tanto com o Luis Bernardo, que provavelmente foi esse facto que me levou a achar o livro maravilhoso.
Luis foi afastado a sua vidinha para ser governador numa ilha para quem Lisboa é apenas um longo suspiro e nada mais. Caiu no meio do nada e tentou fazer aquilo de que foi incumbido. No entanto foi tão incompreendido que poucas soluções lhe restaram.
Tenho dias em que me sinto assim: impotente e incompreendida. Ver isso escrito num livro ajudou-me a criar um laço com ele, possivelmente para sempre.
São os tais livros que marcam uma época, e tal como uma música ou um cheiro nos lembra determinado momento na vida, este livro também vai fazê-lo.

Absolutamente recomendável. Entretanto, Boas Leituras!

Keep Your Brain Alive!

"Keep Your Brain Alive" é um livro pequenininho (e que se lê de um fôlego), que explica em traços gerais como funciona o nosso cérebro e o que podemos fazer para o espevitar. Dito de maneira muito simples: o que fazer para não entregar o nosso cérebro à demência 20 anos antes de morrer!

O cérebro é o órgão mais importante que temos no nosso organismo. Alguns podem dizer que é o coração, outros os pulmões, mas a verdade é que sem cérebro nada disso funciona: o coração não saberia como bater, e os pulmões não saberiam como respirar. Mas o mais engraçado disto tudo é o facto de nem sequer precisarmos de pensar para estas coisas acontecerem! O Cérebro, essa coisa maravilhosa que transportamos todos os dias em cima do pescoço trata desses pormenores todos de modo a que não se tornem mais um problema na nossa vida diária.
Apesar de tudo isto, temos tendência a desleixar o tratamento que lhe damos. E já não estou a fazer referência ao que comemos, ou mesmo quantas horas dormirmos. Viver todos os dias da mesma maneira é a melhor forma de atrasar a evolução do cérebro, e claro, é o passaporte para a demência.

A rotina diária leva à diminuição das conexões cerebrais entre neurónios e portanto, ao esquecimento. Parece complicado, mas não é. Interagir com as coisas faz-nos aprender. Não é invulgar ver uma criança pequena a sentir, revirar, cheirar e até mesmo morder algo para o tentar identificar. Aprender com os vários sentidos disponíveis faz com que essa recordação seja mais duradoura ao longo da vida. No entanto a rotina diária leva a que façamos as coisas sem qualquer imaginação e originalidade o que diminui os caminhos cerebrais que usamos para aprender as coisas. Por exemplo, quando o dia de trabalho acaba, nem sequer pensamos no caminho que fazemos para casa: simplesmente vamos pelo sítio do costume! Nem sequer temos que pensar, e há pessoas que dizem mesmo que o "carro" já sabe o caminho. A verdade é que o cérebro aprende com tudo aquilo com que interage. Se fazemos sempre a mesma coisa, o cérebro deixa de aprender: deixa de usar os vários sentidos para apreciar as árvores, pessoas, buracos, que encontra pelo caminho, porque vê aquilo todos os dias e portanto já não há nada a importante a apreender dali.

Como evitar isto é o mote para este livro.

Mesmo as explicações mais cientificas são descritas de maneira simples e com exemplos que permitem um entendimento perfeito da mensagem que o livro procura passar. Todos os 83 conselhos para exercitar o cérebro são maneiras diferentes de lidar com a vida, aumentando a qualidade da mesma - basta por exemplo escovar os dentes com a mão contrária de quando em vez para provar ao nosso cérebro que ele ainda tem muito a aprender connosco (porque ao trocar a mão, trocamos também o hemisfério cerebral responsável por aquela tarefa, e portanto damos um trabalho dos diabos aos neurónios que normalmente não a fazem!).

Por tudo isto e pelo resto que ficou por dizer, o livro é altamente recomendável - especialmente porque é um livro que foge à rotina!

(PS - só para avisar que ver TV utiliza menos o cérebro do que dormir, portanto ou leiam ou durmam!!!)

Este é sem dúvida um dos meus autores favoritos, apesar de um início algo atribulado com "O Confessor".

Já li todos os livros publicados em português da série Gabriel Allon, e a única razão que me impede de encomendar os originais em inglês ainda não traduzidos pela Bertrand é o facto do meu pai também adorar os livros do autor, e não saber ler em inglês!
Daniel Silva é um dos mestres do thriler político, com um modo muito próprio de escrever, começando os seus livros com uma trama muito morna, que começa a complicar-se até ao ponto de já não conseguirmos largar o livro até ao explosivo final. O desfecho é normalmente inevitável mas ainda assim surpreendente, e nunca aborrecido. Arrependo-me agora da cerrada critica que fiz ao "Confessor", porque depois de ler os outros livros compreendo que um "final feliz" (ou "menos dramático") é o mínimo que podemos esperar neste mundo onde a desgraça e a falta de vergonha nos asfixiam. Além disso o comentário acerca do Dan Brown é claramente para esquecer! Chego a perguntar mesmo onde fui buscar tal ideia...
Os seus livros inserem-se na categoria daqueles com os quais aprendemos alguma coisa, especialmente agora com as complicações a que assistimos na Faixa de Gaza e que alertam para os perigos do Médio Oriente. Daniel Silva lança muitas luzes sobre este assunto (Guerra entre palestinianos e Judeus), e apesar dos seus romances não passarem disso, deixam-nos a pensar acerca da ameaça que o Radicalismo Islâmico representa para o mundo, bem como as consequências que o fanatismo religioso tem na actualidade.

Esta é a lista de livros da Série Gabriel Allon, que é um Agente Israelita, que foi o escolhido para liderar o Grupo do Setembro Negro, e que agora tem como trabalho eliminar pessoas que conspirem contra o Governo de Israel:

- O Artista da Morte
- The English Assassin (ainda não traduzido para português até à data)
- O Confessor
- Morte em Viena
- O Príncipe de Fogo
- A Mensageira
- O Criado Secreto
- Moscow Rules (ainda não traduzido para português)

Recomendo vivamente qualquer um dos livros da Série Gabriel Allon e apesar de não os ter lido por ordem (muito por culpa da Bertrand, que publicou os livros sem seguir a ideia original do autor!), aconselho que realmente comecem pelo primeiro (não necessariamente o melhor, mas ainda assim o livro que lança o mote para a série!)

Novo Ano, Vida Nova!

Já passou tanto tempo desde o último post que honestamente já tinha saudades de escrever aqui!

Em primeiro lugar quero desejar um Feliz 2009 a todos que por aqui passam. Tal como iniciar a leitura de um novo livro, o início do ano é sempre um altura de reflexão e recomeço, em que olhamos para o que fizemos e tentamos fazer mais e melhor.
Em segundo lugar, peço desculpa por ter mantido o livro "Eclipse" como post de abertura do blog por meio ano... a verdade é que já me andava a aborrecer, mas estive à procura de inspiração, acabei por me perder pelo caminho, e agora espero voltar com energia renovada!!! ;)

Deixo aqui uma sugestão de leitura para o novo ano, bem como o desejo de um recomeço em força!
«Na Alemanha, em 1995, são descobertos no mesmo dia quatro cadáveres com uma ampola de cianto na boca. Nus e com a mão direita cortada. Apenas uma certeza, os quatro homens nasceram todos em Lebessborn, a organização mais secreta dos nazis... uma clínica onde os nazis faziam experiências para nascerem bebés arianos. Em 2005, uma jovem jornalista francesa é contactada por uma estranha personagem e de súbito vê-se envolvida nos segredos da SS.» Bertrand

Eclipse

«Ao mesmo tempo que Seattle é assolada por uma série de mortes inexplicáveis e um malicioso vampiro continua a sua busca por vingança, mais uma vez Bella encontra-se rodeada por perigo em Eclipse, o terceiro volume da saga de Luz e Escuridão. No centro de tudo, ela é forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a sua amizade com Jacob, sabendo que a sua decisão poderá atiçar a luta intemporal entre vampiro e lobisomem. Com o final do liceu a aproximar-se rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas, qual é qual?»

"Eclipse", o terceiro volume da saga Luz e Escuridão da escritora Stephenie Meyer é, tal como o nome indica, um verdadeiro obscurecimento literário. Custa-me ser cruel para um livro, e para um escritor, que dá a cara por uma obra, mas realmente pouco de positivo posso dizer.
Stephenie Meyer parte de um ideia fabulosa, e fica claramente encalhada na ideia de que pode ganhar dinheiro com esse facto.

O primeiro livro, "Crepúsculo" é adorável. O segundo livro, "Lua Nova", é um verdadeiro enche-chouriços, mas claramente ultrapassável pelo facto de existir um 3º livro, onde esperamos que a saga se desenrole. Este 3º livro, é um erro. Toda a história deste volume podia perfeitamente ter sido desenvolvida em 250 páginas, e nas 350 restante, podiamos ter visto alguma acção verdadeira.
Uma coisa é certa: o livro tem um tom carinhoso. As personagens dão-se a conhecer de uma maneira que não aconteceu em mais nenhum livro, e há uma ternura difícil de explicar ao longo do volume, que lhe dá alguma graça, e que o safa de ser um verdadeiro escândalo!

Não estou arrependida de o ter comprado, mas era claramente de evitar, se soubesse o que sei hoje!
Infelizmente, presa como estou à história, não vou conseguir resistir a comprar o 4º livro, esperando que compense o dinheiro, o tempo, e a paciência que me levaram este dois últimos volumes da saga...

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