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Dia do Livro

Hoje é o Dia Mundial do Livro. Ultimamente tenho sofrido uma grande quebra literária, não por falta de tempo, mas por alguma falta de vontade. Nem sempre conseguimos estar virados no mesmo sentido, e os livros têm ocupado um pequenino espaço da minha vida nas últimas semanas.

No entanto, é um amor que nunca morre, e além disso, é um amigo que nunca esqueço. Trago sempre um livro comigo, e leio sempre um bocadinho de manhã antes de entrar no trabalho. Ganhei um amor especial aos livros de bolso, pela sua pequenina dimensão, e facilidade de transporte!!!

Sem saber muito bem o que dizer neste dia, só posso repetir aquilo que há quase 2 anos tenho vindo a dizer: os livros são a nossa melhor companhia, porque nunca nos deixam ficar mal! Mesmo quando um livro é mau (ou menos bom!), podemos sempre aproveitar qualquer coisinha, e tirar dali alguma lição.

O mundo não é perfeito, mas o modo como olhamos para ele faz com que a nossa vida seja pior ou melhor. É a velha questão de ver o copo meio cheio, ou meio vazio! Por isso leio: porque a realidade fica mais colorida quando acrescentamos personagens à nossa vida, e felizmente a minha está recheada de pessoas que conheço muito bem, e que perduram na minha imaginação, porque vivem para além dos livros de onde sairam.
É uma forma de andar acompanhada, neste mundo que nem sempre nos proporciona a possibilidade de vivermos apenas uma vida presente, sem qualquer vida paralela.

Espero que tenham tido um Dia do Livro delicioso. Boas Leituras!

A Compra do Mês

«Espionagem, intriga, amor e traição. Um vertiginoso romance histórico a levar-nos a uma das mais emocionantes cidades dos séculos XV-XVI: Lisboa. Descobrira-se o Novo Mundo, armadas partiam para a Índis, chegavam especiarias, ouro, novidades, escravos, viajantes e homens de negócios de todos os recantos do globo. É a essa cidade de esplendor e riqueza humana que este romance nos leva, revelando a secreta rede de espiões que mantinha o rei informado. Partindo da história de uma mulher que o tempo azedou, a sua vida cruza-se com os mais próximos homens do Rei D. Manuel I.»

O Senhor do Círculo de Leitores vai ser a minha desgraça!!!

Circulo de Leitores

A Escolha da Semana!

Depois de mais um livro de uma grande (literalmente!) Saga, só mesmo um grande livro sobre a Época Tudor, que é uma das mais apaixonantes da história de Inglaterra.

Webboom

A Fúria!


Já terminei a Fúria dos Reis, de George R. R. Martin. E posso dizer que estou claramente furiosa.
A razão é muito fácil de explicar: Terminou na parte mais interessante, já para não variar muito, e desta vez não tenho aqui o 4º volume (como aconteceu quando terminei o primeiro, e já tinha o segundo comprado!). E assim fico pendurada, a pensar no que virá a seguir.

Depois de ter comentado os dois primeiros livros, já não me resta muito a dizer sobre este. Só posso mesmo pôr as minhas mãozinhas no fogo e dizer-vos que comprem a saga. Comprem os livros todos, e leiam, porque é uma história absolutamente maravilhosa, com personagens fantásticas. Mesmo depois de tantas páginas lidas, a história não perde o interesse. Muito pelo contrário, só dá vontade de ler, e ler, e ler, só para não perdermos as personagens com quem tão apaixonadamente vivemos durante dias a fio. O livro já terminou, mas as suas alegrias e aflições ainda estão aqui comigo, e é muito difícil perdê-las.

LEIAM!!!!!!

Curiosidades nos Livros V


Há muito, muito tempo (naquele em que o meu pai ainda comprava livros, e não se limitava a ler os que eu compro agora!!!), o meu pai comprou um livro maravilhoso chamado: "Manual de Sobrevivência", das Publicações Europa-América.

Era um dos meu livros preferidos quando era miúda. Podem achar estranho, e podem até rir à gargalhadas, mas com as imagens deste maravilhoso manual, aprendi mais acerca de sobrevivência, do que eu todos os anos que andei na escola. Foi talvez aqui que ganhei gosto pelas estrelas e constelações, pelas plantas que nos rodeiam, e que ouvi falar pela primeira vez da famosa manobra de Heimlich. Aquilo que agora é um dado adquirido, na minha mente infantil era um desafio e uma aprendizagem constante, sem qualquer aborrecimento.

Um destes dias reencontrei-me com ele de novo, enquanto olhava para a prateleira dos livros do meu pai. Ao abri-lo numa página ao acaso, descobri uma coisa maravilhosa, que não resisto a partilhar com vocês.

«Dente-de-Leão - Esta planta é um potencial salva-vidas nas regiões polares. Quer as folhas, quer as raízes, podem ser comidas ao natural, mas sabem melhor depois de levemente fervidas. As raízes de dente-de-leão podem também ser usadas como substituto do café. Para as preparar, limpe as raízes, divida-as ao meio e corte-as em pequenos pedaços. Asse-as e depois rale-as entre duas pedras. Trate o pó como se fosse café.»

Sei que a probabilidade de nos perdermos numa estepe glacial é relativamente pequena (quase impossível mesmo, ao ritmo com que o gelo desaparece!), mas a verdade é que não deixa de ser curioso e bastante engraçado.
Eu passei horas agarrada a este livro. Não admira que gostasse de brincar aos soldados perdidos no mato (leia-se "pátio da avó") e o meu sonho fosse ter um canivete suiço como o do MacGyver...

(Con)Textos XVI


«Levantou uma mão, dobrou os dedos e pensou, como já outras vezes pensara, de que maneira aquela máquina de agarrar, aquela aranha carnuda que se encontrava na extremidade do seu braço lhe pertencia, como podia estar inteiramente às suas ordens. Ou teria vida própria? Dobrou um dedo e esticou-o. O mistério estava no instante antes de ele se mexer, no momento em que a sua intenção produzia efeito. Era como uma onda a rebentar. Se conseguisse, ao menos, encontrar-se a si mesma na crista dessa onda, talvez encontrasse o seu próprio segredo, aquela parte de si que estava de facto a controlar a situação. Aproximou mais o indicador do rosto e olhou para ele, instigando-o na mexer-se. Mas ele continuava imóvel porque ela estava a fingir, não estava a falar a sério, e porque querer que ele se mexesse, ou estar prestes a mexê-lo, não era a mesma coisa que mexê-lo de facto.» Expiação, Ian McEwan

Há livros que são tão maravilhosos, que a única pena é mesmo não ter a possibilidade de os transcrever na totalidade, se bem que há pequenos excertos que falam por si mesmos, sem precisar de mais nada a acompanhar.

Atonement

"Expiação".


Já terminei a leitura do livro, e já tive tempo de pensar sobre ele. Deitada na cama, olhei para o tecto e quase que me vieram as lágrimas aos olhos quando a história acabou. Não há palavras para o descrever. Pode haver quem o consiga, mas tudo o que eu sei dizer não chega para o fazer.

Começamos com a ficção. Terminamos com uma ficção tão real, que só restam interrogações. Há realmente escritores com um poder tão grande, que só mesmo eles possuem a capacidade de descrever o que quer que seja. Ao lado deles, somos pessoas menores, que só podem olhar para o livro, um objecto tão pequeno, que quase passa despercebido, e não ver apenas letras e folhas, mas sim um monumento, uma obra de arte especial. "Expiação" é um livro assim. Ou aliás, não é um livro, é um representante ao maior nível, daquilo que um livro deveria ser. Também não é uma história, porque qualquer conjunto de linhas estruturado pode ser uma história. É um mundo, é a vida, é a realidade, como só um artista a consegue descrever.

Foi um dos melhores livros que li até hoje, e recomendo-o vivamente.
A imagem, fica apenas para registo, porque condensa tudo o que o livro é. A frase por baixo do título "You can only imagine the truth", é a melhor maneira de descrever este romance, porque na realidade, as melhores histórias são sempre aquelas que não contam a verdade toda, mas que nos deixam a pensar...

Já chegou a encomenda feita no site da Saída de Emergência! Demorou dois dias, e já pensava que tudo estava perdido, mas ele chegou sem qualquer azar!

Se o "Expiação" não estivesse a ser tão interessante de ler, tenho a impressão que o deixava a meio!!!

Boas Leituras!

Expiação


«No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.» Fonte: Webboom

O Mapa


Terminei a leitura do "Mapa do Criador", de Emilio Calderón. Não posso dizer que fiquei amplamente desiludida, mas estava à espera de mais qualquer coisinha.
A história tem potencial. O enredo decorre durante a Guerra Civil Espanhola e durante a Segunda Guerra Mundial. O mote é a existência de um mapa, supostamente executado por Deus, que Hitler pretende obter porque lhe dará poderes infinitos. José Maria e Montse, as personagens principais, vem-se envolvidos numa rede de espionagem, que tenta a todo o custo que o mapa chegue às mãos erradas.
No entanto nada do que pensamos ser real, o é. A história dá uma reviravolta final que podia ter salvado o livro, mas que acaba por lhe dar apenas um final.
Ou seja, é realmente uma história, e nem sequer posso dizer que é uma má história: o fundamento é bom! No entanto não desperta muito interesse, e é difícil um grande envolvimento com o livro. É um daqueles livros, que não deixa marca. E assim, sem quase dizer nada, acho que acabei por dizer tudo, porque não há nada pior do que uma história com potencial, que se perde pelo meio, que não capta a atenção do leitor, e que ainda por cima, não o deixa triste quando acaba.

As minhas desculpa ao escritor, que de certeza deu o seu melhor, mas que realmente precisa de dar mais, muito mais.

(Con)Textos XV

«Montse estava consciente de que da mesma forma que tinha mudado para sempre, também Barcelona tinha sofrido uma profunda transformação como consequência da guerra, com que ambas - se falo no plural é porque entendo que as cidades são entidades vivas- corriam o risco de não se reconhecerem mutuamente. Por isso, se Montse tinha medo de se reencontrar com o passado, com as suas recordações, com as ruas da sua infância, agora sulcadas pelo rasto visível da guerra, era porque em muitos casos os processos de catarse acabam por mostrar que deixámos de pertencer a um lugar porque mudaram os enunciados que dão sentido à nossa vida.» O Mapa do Criador, Emilio Calderón

Será possível que aquele lugar que conhecemos como "casa", deixe de o ser à custa das circunstâncias da vida?
E se não pertencemos à casa que conhecemos desde sempre, onde pertenceremos? E se não podemos voltar para "casa", onde vamos encontrar conforto quando a vida não nos corre de feição?

O Mapa do Criador

«Roma, anos 30. Mussolini e Hitler aliam forças. Uma das mais antigas cidades da Europa será palco da estranha busca de Himmler e Hitler pelo chamado "Mapa do Criador".
José Maria, um jovem bolseiro espanhol, instala-se na Academia Espanhola e ali conhece Montse, que trata do arquivo da biblioteca. Entre os empoeirados livros encontram um documento, datado do século XVI, onde se refere o dito mapa.
Obcecados com a sua origem superior, e crentes no poder de objectos simbólicos como o Graal e este mapa da própria criação, os serviços secretos alemães e italianos fazem tudo para obter esse documento, e mesmo o Vaticano, com os seus arquivos secretos, não está a salvo da ambição de Hitler.
Entre concluios e enganos, ao estilo de um bom thriller histórico, entre suspenses e espionagem, conta-se também (e sobretudo) uma história de amor.»

Fonte: Circulo de Leitores

A Irmandade

Mais uma vez Julia Navarro surpreende pela frieza e crueza com que trata as suas histórias. No entanto é necessário esclarecer aqui um ponto importante: quando digo "frieza" e "crueza", não estou de maneira alguma a apontar-lhe pontos negativos, mas sim, positivos!
São muitos os autores que escrevem romances/thrillers históricos com enredos fantásticos e histórias verdadeiramentes apaixonantes.No entanto falham sempre em pontos importantes: a veracidade e realidade da história. Muitas vezes terminamos um livro, que ainda por cima adoramos, mas damos por nós a pensar em aspectos referidos na história que não encaixam bem, ou que são simplesmente demasiado hollywoodescos para corresponderem à verdade. Outro aspecto importante são os finais felizes. Os cépticos dizem muitas vezes que uma história com um final feliz, é uma história inacabada, e não deixam de ter uma certa razão... na vida real as pessoas raramente ficam felizes para sempre...

Julia Navarro consegue sempre captar essas realidades, e mostra-nos como se conta realmente uma história: as pessoas morrem, e nem sempre são as más; os túneis desabam e nem sempre existe um aparelho sofisticadissimo que as consegue arrancar de lá de dentro, e acima de tudo, as pessoas têm acidentes, e acabam paraplégicas para o resto da vida por mais avanços cientícos que existam, porque a vida é assim mesmo, e os livros não tem todos que ser optimistas.

Adorei a Irmandade. Posso dizer que gostei ainda mais da "Biblia de Barro", talvez por a história estar ligada a aspectos mais recentes, como o extermínio dos judeus pelos Nazis, e a guerra do Iraque. Mas ainda assim a "Irmandade do Santo Sudário" não desilude, e acima de tudo, mostra mais uma vez que na realidade os melhores planos falham, e as pessoas que os organizam sofrem na pele os efeitos dessas falhas.

Não posso dizer que recomendo este livro. Recomendo sim que leiam um livro da Julia Navarro, porque não há nada melhor que a realidade retratada por quem realmente a conhece.

Lua Nova

Depois de ler o primeiro livro da Saga "Luz e Escuridão" de Stephanie Meyer, "Crepúsculo", é claro que não resisti a ler o segundo "Lua Nova", uma vez que já está disponível nas livrarias portuguesas.

Como costuma dizer o povo, e desta vez com toda a razão, "não há amor como o primeiro"... Tenho de admitir que o impacto deste segundo livro não foi tão grande como o primeiro. Se calhar foi apenas pelo facto de a história já não ser novidade, ou porque é mais um livro de transição entre aquilo que esperamos que aconteça, mas que ainda não aconteceu.
Não digo que o livro não é surpreendente, porque o é. E está a abarrotar de emoções fortes, e de descobertas surpreendentes (coisas que já sabiamos, mas apenas insconcientemente...!). Mas o facto é que não me cativou tanto. Não que lhe chame desperdício, longe disso! Já espero ansiosamente pela saída do terceiro livro, porque o final deste "Lua Nova" deixa-nos completamente pendurados à espera do que vai acontecer a seguir!

Não posso dizer que não recomendo. Apenas posso atestar que este segundo livro é apenas um ponto de passagem que temos de atravessar, mas que não deixa grande marca que não seja o desejo de ler o próximo livro!

«A acção do livro decorre em Turim, quando um incêndio assola a catedral da cidade italiana onde se venera esta controversa relíquia.
Este incêndio e a morte de um homem a quem tinham cortado a língua são o detonador de uma empolgante investigação policial do «Departamento de Arte» dirigido pelo detective Marco Valoni e pela perspicaz e atraente historiadora Sofia Galloni.
Alternando capítulos no presente com capítulos de um teor mais histórico (Império Bizantino, a França de Filipe o Belo, Portugal, Espanha, entre outros.), Julia Navarro constrói uma trama que vai dos Templários aos nossos dias.
Os protagonistas são homens de negócios cultos e refinados, cardeais e outras importantes figuras da Igreja, ou seja, uma elite cujo único elemento comum é serem solteiros, ricos e muito, muito poderosos.» Webboom

Consolo para os Sentidos

Acabei a leitura de "Crepúsculo". O livro é um verdadeiro consolo para os sentidos!
O inicio é morno, nem carne nem peixe. Uma adolescente que se muda para casa do pai, numa pequena cidade dos Estados Unidos, os pensamentos, as dificuldades, as peripécias. Nada mais.
Mas depois aparece Edward. Edward é um vampiro, embora Bella apenas o descubra mais tarde na narrativa. Mas nós sabemos, e esse facto leva a que tudo se torne mais interessante!

Esta é apenas a primeira parte de 3 livros, e não podia ser mais emocionante! A escritora consegue fazer-nos oscilar entre o medo, a expectativa e a emoção de uma forma arrebatadora! Ía apenas a meio do livro quando decidi que na primeira oportunidade tinha de comprar o segundo! É inevitável querer saber mais, querer saber o que vai acontecer aqueles dois, tão diferentes, mas tão destinados um ao outro, por mais incrível que pareça!

Stephanie Meyer conseguiu tornar um mundo impossível num mundo real, partindo mais uma vez da fórmula que torna tudo isto credível: escrever as coisas mais fantásticas e irreais, deixando no entanto aquela dúvida no nosso imaginário, em que nos interrogamos se não seria realmente possível...

PS- Depois de ler acerca de vampiros, até altas horas da noite, apagar a luz é uma experiência assustadora...

À(Parte) II

Esta semana fui acusada de ler em demasia.
Já fui muitas vezes acusada de comprar livos em excesso, e admito que às vezes exagero, porque a velocidade da compra é claramente superior à velocidade de leitura.
Também já fui acusada de gastar muito dinheiro em livros... este é claramente um ponto de acusação que deriva do anterior, porque infelizmente o livro ainda é considerado um artigo de luxo, e muitas vezes atinge um preço demasiado elevado. Assim, em relação a isto, tenho infelizmente de dar o braço a torcer e admitir que às vezes a fatia dedicada aos livros é bastante elevada.

No entanto nunca tinha sido acusada de ler demais. Aliás, nem sequer sei como tal é possível!!! Afinal o que é ler demais? Será que ler um livro por semana é demais? Qual é o ponto de comparação?
Estando nós num país onde a leitura, infelizmente, é um bocadinho descurada, a média de livros lidos deve ser bastante baixa, e portanto as pessoas que dedicam o seu tempo livre a ler, devem estar claramente acima da média. No entanto, será possível dizer que estar acima da média é ler em demasia?

Sempre gostei de ler. Não tenho propriamente um ritmo, porque considero que a leitura é um aspecto muito afectado por factores externos. Há dias em que não apetece pensar, há outros em que a concentração é demasiado baixa para prestar atenção às histórias, e há ainda muitos dias em que simplesmente estamos de bem com o mundo, e não nos apetece mergulhar noutros mundos.
No entanto, a leitura faz parte da minha vida. Não sei o que é ler em demasia, e nem sequer acredito que o conceito exista!
Gostava de saber a vossa opinião em relação a este assunto, se bem que se nos visitam, é provável que gostem de ler e a vossa opinião deve ser tão enviesada como a minha... :D

Crepúsculo

«A respeito de três aspectos, eu estava absolutamente segura. Em primeiro lugar, Edward era um vampiro. Em segundo lugar, uma parte dele – e eu não sabia qual era o poder dessa parte – ansiava pelo meu sangue. Por fim, em terceiro lugar, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.»

Entretanto, Boas Leituras!

Fonte: Webboom

A Muralha de Gelo

Este livro não é exactamente um livro independente. Aliás, segundo os livros originais do escritor, esta Muralha de Gelo não é um livro, mas sim a segunda parte do livro original, a Guerra dos Tronos.
O que aqui vemos é apenas uma decisão editorial de dividir o volume original em dois, provavelmente por causa da enorme quantidade de páginas e do preço que um só volume iria custar.

Quer sejam analisados como livros separados, ou como um único volume, a conclusão é sempre a mesma: esta é um saga simplesmente genial, apesar da grande quantidade de volumes que vão ocupar a prateleira quando estiver completa.

Adorei esta segunda parte. Tal como o primeiro livro, não desilude e consegue agarrar-nos para nunca mais nos largar. Apesar do ponto obviamente negativo de a história se dividir por muitos livros, dois deles ainda por editar (na versão original do autor), a verdade é que este ponto pode claramente ser analisado de um modo positivo: pelo menos aquela sensação triste que nos agarra quando terminamos um bom livro, pode ser atenuada pelo facto de sabermos que brevemente podemos pegar noutro volume e agarrá-lo com todas as forças do nosso ser.

Mais do que uma história, estas Crónicas de Gelo e Fogo são um universo muito próprio, dentro do nosso universo literário (acho que já disse isto no post anterior!!!). E a razão é a realidade que a história apresenta, com factos tão comprovados, com gerações tão bem maquinadas, que quase podiam ser estudadas num livro de história do liceu. É isso que faz um bom livro. Mais do que uma história bem contada, é a forma como essa história poderia encaixar no nosso mundo, e modificá-lo para sempre.

Dia 11 lá estarei, no lançamente do 3º Volume destas Crónicas, a "Fúria dos Reis", porque o destino destas personagens já ultrapassou a prisão das páginas onde está impresso, para passar a ser do mundo, que aguarda em expectativa o desenrolar das suas vidas.

A Saga

Até à data foram bastantes os livros que li. Uns meses mais, uns meses muito menos, mas a vontade não é sempre a mesma, e a disponibilidade também não.
No entanto há livros que nos tocam. Ou por uma cadeia incontrolável de eventos (porque foi a altura certa, o tema certo, a escrita certa...), ou apenas porque o livro é honestamente bom, e não há mais nada a acrescentar, nem uma vírgula que seja!

Não sei qual das hipóteses é a mais acertada para explicar este "Guerra dos Tronos, Crónicas de Gelo e Fogo, Livro Um", mas estou mais inclinada para a segunda... a verdade é que é um livro genial. Se o foi por uma cadeia incontrolável de eventos... já não o sei dizer!!!

Uma coisa é certa: pontos positivos não lhe faltam!
As personagens são altamente diversificadas e não se limitam aos habituais bons e maus porque não são estáticas. Evoluem, crescem, apresentam a sua faceta mais forte, mas também a mais delicada. Isto faz que com seja fácil amar, ou detestar. E depois queremos ler, só para sabermos onde o fio nos vai levar!
O modo de contar a história é outro ponto a favor. Apresentar o enredo através da visão das várias personagens é uma óptima maneira de cativar e agarrar à leitura, quanto mais não seja pela curiosidade de saber o que vai acontecer às nossas personagens favoritas!
E depois a história em si. É verdade que no início é um bocadinho confusa... tanta casas, tantos nomes, tantas pessoas, mas quando tudo começa a encaixar e as personagens ganham corpo na nossa imaginação, é impossível parar!

George R. R. Martin escreveu uma aventura fabulosa. Criou um mundo, ou mesmo um Universo só dele, que decidiu partilhar connosco. E não podia ter feito melhor!

Adorei este primeiro volume, e já estou lançada na leitura do segundo,"A Muralha de Gelo". Diz quem o leu que é um autêntico festim de emoções fortes! Vou ler para ver!

Quem não conhece, pode consultar a página da editora Saída de Emergência, que tem feito um trabalho excelente ao nível de publicidade do produto!

Entretanto, boas leituras!

PS- Canochinha, mais uma vez, obrigada por me teres dado a conhecer este fantástico mundo!

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