"Keep Your Brain Alive" é um livro pequenininho (e que se lê de um fôlego), que explica em traços gerais como funciona o nosso cérebro e o que podemos fazer para o espevitar. Dito de maneira muito simples: o que fazer para não entregar o nosso cérebro à demência 20 anos antes de morrer!O cérebro é o órgão mais importante que temos no nosso organismo. Alguns podem dizer que é o coração, outros os pulmões, mas a verdade é que sem cérebro nada disso funciona: o coração não saberia como bater, e os pulmões não saberiam como respirar. Mas o mais engraçado disto tudo é o facto de nem sequer precisarmos de pensar para estas coisas acontecerem! O Cérebro, essa coisa maravilhosa que transportamos todos os dias em cima do pescoço trata desses pormenores todos de modo a que não se tornem mais um problema na nossa vida diária.
Apesar de tudo isto, temos tendência a desleixar o tratamento que lhe damos. E já não estou a fazer referência ao que comemos, ou mesmo quantas horas dormirmos. Viver todos os dias da mesma maneira é a melhor forma de atrasar a evolução do cérebro, e claro, é o passaporte para a demência.
A rotina diária leva à diminuição das conexões cerebrais entre neurónios e portanto, ao esquecimento. Parece complicado, mas não é. Interagir com as coisas faz-nos aprender. Não é invulgar ver uma criança pequena a sentir, revirar, cheirar e até mesmo morder algo para o tentar identificar. Aprender com os vários sentidos disponíveis faz com que essa recordação seja mais duradoura ao longo da vida. No entanto a rotina diária leva a que façamos as coisas sem qualquer imaginação e originalidade o que diminui os caminhos cerebrais que usamos para aprender as coisas. Por exemplo, quando o dia de trabalho acaba, nem sequer pensamos no caminho que fazemos para casa: simplesmente vamos pelo sítio do costume! Nem sequer temos que pensar, e há pessoas que dizem mesmo que o "carro" já sabe o caminho. A verdade é que o cérebro aprende com tudo aquilo com que interage. Se fazemos sempre a mesma coisa, o cérebro deixa de aprender: deixa de usar os vários sentidos para apreciar as árvores, pessoas, buracos, que encontra pelo caminho, porque vê aquilo todos os dias e portanto já não há nada a importante a apreender dali.
Como evitar isto é o mote para este livro.
Mesmo as explicações mais cientificas são descritas de maneira simples e com exemplos que permitem um entendimento perfeito da mensagem que o livro procura passar. Todos os 83 conselhos para exercitar o cérebro são maneiras diferentes de lidar com a vida, aumentando a qualidade da mesma - basta por exemplo escovar os dentes com a mão contrária de quando em vez para provar ao nosso cérebro que ele ainda tem muito a aprender connosco (porque ao trocar a mão, trocamos também o hemisfério cerebral responsável por aquela tarefa, e portanto damos um trabalho dos diabos aos neurónios que normalmente não a fazem!).
Por tudo isto e pelo resto que ficou por dizer, o livro é altamente recomendável - especialmente porque é um livro que foge à rotina!

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«Nicolas Spencer, carismático director de uma empresa, a Gen-Stone, que está a desenvolver uma vacina contra o cancro, desaparece subitamente quando o seu avião particular se despenha.Os resultados iniciais das experiências com a vacina revelam-se bastante encorajadores, mas surgem entratanto informações que a FDA recusará aprová-lam facto a que logo se seguirá a chocante revelação de que Spencer teria desviado uma considerável soma, incluindo as poupanças de pessoas comuns que tudo tinham arriscado no potencial da Gen-Stone.»
Parti para a leitura deste livro com um espírito aberto. Já tinha ouvido falar muito bem da autora, mas nunca tinha lido nada antes. A ocasião proporcionou-se através de um lançamento da revista do Circulo de Leitores porque o livro faz parte de uma colecção muito original de livros de bolso.
Fui à procura de um policial interessante e a verdade é que li o livro de uma assentada! Apesar de um desfecho demasiado rápido na minha opinião, só tenho louvores a fazer à autora.
A escrita é bastante fluída e as personagens bem proporcionadas. A trama é original e o desfecho, apesar de rápido, é bem construído.
A escritora convenceu-me, e mal posso esperar para receber mais um livro dela, já encomendado no Círculo!
Recomendável para quem gosta do thriller/policial, e que não resiste a uma boa conspiraçãozinha.
Entretanto, Boas Leituras!
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Terminei a leitura do livro "Os Órfãos do Mal" de Nicolas D'Estienne D'Orves e o único comentário que posso fazer é que este é mais um daqueles conhecidos como "muita parra e pouca uva".O que me chamou à atenção neste livro foram os aspectos relacionados à Lebensborn, que foi uma organização criada por Heinrich Himmler para apoiar as mulheres dos SS, bem como grávidas sem meios financeiros para levar a termo a gravidez, no sentido de incentivar os nascimentos, especialmente aqueles que cumprissem os requisitos da chamada "raça pura". Presumi que era um livro que iria partir de factos para criar uma história acerca de um qualquer objectivo sinistro da Lebensborn. Isso acontece realmente, mas o caminho que a história segue é completamente estranho, ao ponto de me ter interrogado de que me valeu ler o livro afinal!
O fim da história é claramente um "Piratas das Caraíbas II", em que sabemos que vai haver uma sequela, mas no caso do livro sem qualquer hipótese de uma que não se assemelhe ao "Admirável Mundo Novo meets O Exterminador III - A ascenção das máquinas".
Eu sei isto parece não fazer muito sentido, mas a verdade é que o livro também não faz sentido nenhum!
Lamento sempre dizer mal de livros, primeiro porque se alguém o editou é porque lhe achou algum mérito e segundo porque não sou propriamente especialista na matéria - limito-me a ler e a dar a minha opinião que não tem mais nada a não ser um ponto de comparação entre o que acabei de ler e o que já li até aqui. No entanto, esta é uma história com muito potencial, claramente estragada por um autor com demasiada imaginação e muito má escrita. Lamento dizê-lo, mas a trama não tem ponta por onde se lhe pegue, as personagens são absolutamente mirabolantes e o conjunto vale muito pouco.
A partir daqui, lavo as minhas mãos. Estão por vossa própria conta e risco se decidirem ler o livro.
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Este é sem dúvida um dos meus autores favoritos, apesar de um início algo atribulado com "O Confessor".
Daniel Silva é um dos mestres do thriler político, com um modo muito próprio de escrever, começando os seus livros com uma trama muito morna, que começa a complicar-se até ao ponto de já não conseguirmos largar o livro até ao explosivo final. O desfecho é normalmente inevitável mas ainda assim surpreendente, e nunca aborrecido. Arrependo-me agora da cerrada critica que fiz ao "Confessor", porque depois de ler os outros livros compreendo que um "final feliz" (ou "menos dramático") é o mínimo que podemos esperar neste mundo onde a desgraça e a falta de vergonha nos asfixiam. Além disso o comentário acerca do Dan Brown é claramente para esquecer! Chego a perguntar mesmo onde fui buscar tal ideia...
Os seus livros inserem-se na categoria daqueles com os quais aprendemos alguma coisa, especialmente agora com as complicações a que assistimos na Faixa de Gaza e que alertam para os perigos do Médio Oriente. Daniel Silva lança muitas luzes sobre este assunto (Guerra entre palestinianos e Judeus), e apesar dos seus romances não passarem disso, deixam-nos a pensar acerca da ameaça que o Radicalismo Islâmico representa para o mundo, bem como as consequências que o fanatismo religioso tem na actualidade.
Esta é a lista de livros da Série Gabriel Allon, que é um Agente Israelita, que foi o escolhido para liderar o Grupo do Setembro Negro, e que agora tem como trabalho eliminar pessoas que conspirem contra o Governo de Israel:
- O Artista da Morte
- The English Assassin (ainda não traduzido para português até à data)
- O Confessor
- Morte em Viena
- O Príncipe de Fogo
- A Mensageira
- O Criado Secreto
- Moscow Rules (ainda não traduzido para português)
Recomendo vivamente qualquer um dos livros da Série Gabriel Allon e apesar de não os ter lido por ordem (muito por culpa da Bertrand, que publicou os livros sem seguir a ideia original do autor!), aconselho que realmente comecem pelo primeiro (não necessariamente o melhor, mas ainda assim o livro que lança o mote para a série!)
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Em primeiro lugar quero desejar um Feliz 2009 a todos que por aqui passam. Tal como iniciar a leitura de um novo livro, o início do ano é sempre um altura de reflexão e recomeço, em que olhamos para o que fizemos e tentamos fazer mais e melhor.
Em segundo lugar, peço desculpa por ter mantido o livro "Eclipse" como post de abertura do blog por meio ano... a verdade é que já me andava a aborrecer, mas estive à procura de inspiração, acabei por me perder pelo caminho, e agora espero voltar com energia renovada!!! ;)
Deixo aqui uma sugestão de leitura para o novo ano, bem como o desejo de um recomeço em força!
«Na Alemanha, em 1995, são descobertos no mesmo dia quatro cadáveres com uma ampola de cianto na boca. Nus e com a mão direita cortada. Apenas uma certeza, os quatro homens nasceram todos em Lebessborn, a organização mais secreta dos nazis... uma clínica onde os nazis faziam experiências para nascerem bebés arianos. Em 2005, uma jovem jornalista francesa é contactada por uma estranha personagem e de súbito vê-se envolvida nos segredos da SS.» BertrandEtiquetas: Sugestões de Leitura
«Ao mesmo tempo que Seattle é assolada por uma série de mortes inexplicáveis e um malicioso vampiro continua a sua busca por vingança, mais uma vez Bella encontra-se rodeada por perigo em Eclipse, o terceiro volume da saga de Luz e Escuridão. No centro de tudo, ela é forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a sua amizade com Jacob, sabendo que a sua decisão poderá atiçar a luta intemporal entre vampiro e lobisomem. Com o final do liceu a aproximar-se rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas, qual é qual?»"Eclipse", o terceiro volume da saga Luz e Escuridão da escritora Stephenie Meyer é, tal como o nome indica, um verdadeiro obscurecimento literário. Custa-me ser cruel para um livro, e para um escritor, que dá a cara por uma obra, mas realmente pouco de positivo posso dizer.
Stephenie Meyer parte de um ideia fabulosa, e fica claramente encalhada na ideia de que pode ganhar dinheiro com esse facto.
O primeiro livro, "Crepúsculo" é adorável. O segundo livro, "Lua Nova", é um verdadeiro enche-chouriços, mas claramente ultrapassável pelo facto de existir um 3º livro, onde esperamos que a saga se desenrole. Este 3º livro, é um erro. Toda a história deste volume podia perfeitamente ter sido desenvolvida em 250 páginas, e nas 350 restante, podiamos ter visto alguma acção verdadeira.
Uma coisa é certa: o livro tem um tom carinhoso. As personagens dão-se a conhecer de uma maneira que não aconteceu em mais nenhum livro, e há uma ternura difícil de explicar ao longo do volume, que lhe dá alguma graça, e que o safa de ser um verdadeiro escândalo!
Não estou arrependida de o ter comprado, mas era claramente de evitar, se soubesse o que sei hoje!
Infelizmente, presa como estou à história, não vou conseguir resistir a comprar o 4º livro, esperando que compense o dinheiro, o tempo, e a paciência que me levaram este dois últimos volumes da saga...
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Tomás encolheu os ombros.
"Sei lá."
"Se os Sauditas estão a investir em tecnologia muito sofisticada para extrair petróleo do deserto, isso só tem uma explicação."
"Qual?"
"O petróleo deixou de jorrar como uma fonte."»
Quando comecei a ler este livro, surgiu-me uma memória bastante antiga. Há 14 anos atrás, fiz uma visita ao planetário com a escola. Antes de fazermos a visita guiada pelo recinto, vimos um filme onde nos foi explicado que o sol, como todas as estrelas, teria um fim. Inevitavelmente expandiria e explodiria quando a sua vida útil chegasse ao fim. Não foi uma imagem muito bonita a que se formou na minha cabeça. Comecei a fazer as contas aos anos que tal fenómeno iria demorar a acontecer, e cheguei à brilhante conclusão que felizmente já estaria a fazer tijolo quando tal coisa acontecesse!
Nunca pensei viver o suficiente para assistir a uma desgraça.
Ler "O Sétimo Selo", de José Rodrigues dos Santos é voltar de novo aquele planetário há 14 anos atrás, e refazer todo o pensamento de uma vida. Se calhar a desgraça não será para a próxima geração, mas já para esta...
Este livro consegue despertar medo, não pela história, mas pela realidade que retrata tão vividamente que chega mesmo a assustar. Não estamos aqui a falar de assassinos inventados, e muito menos de vampiros ou Dragões cuspidores de fogo. Estamos a falar do ambiente, das alterações climáticas e das consequências graves que estão neste momento em marcha, quase impossíveis de parar. A dependência do petróleo desta sociedade que já não vive sem conforto e luxo, e a falta de energias alternativa que compensem a falta do mesmo estão a levar a sociedade para um ponto sem retorno.
José Rodrigues dos Santos conseguiu aliar um bom enredo, a uma realidade que pesa sobre as nossas cabeças, e que é tão actual que quase parece impossível.
É compreensível que o livro já tenha atingido a 11ª edição, e é necessário que muitas pessoas o leiam, pois consegue de maneira acessível, ao modo que o autor já nos habituou, explicar a implicação das alterações que impusemos à Terra, com a nossa procura desmesurada de dinheiro fácil.
Dou os meus parabéns aos Escritor. Se me conquistou com "A Fórmula de Deus", com este "Sétimo Selo", ganhou uma fã, que consegue perdoar as partes más d' "O Códex 632".
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«Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrível explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações. E quando por fim se dá o confronto, não é só Gabriel que corre o risco de ser eliminado – pois não e apenas a sua história que é posta a nu.»Depois de ter achado o "Confessor" pouco realista, fiquei surpreendida com esta história que Daniel Silva tirou da manga. Este é um livro que revela um pouco da história da formação do estado de Israel, e das guerras intermináveis que têm acontecido entre israelitas e palestinianos.
No meio de toda esta realidade, temos Kaled Al-Kalifa, um filho desta guerra que mata ainda hoje centenas de pessoas em ambos os lados, cujo objectivo é vingar a morte do pai eliminando o homem que o matou: Gabriel Allon.
O facto de ter ficado maravilhada com o livro levou-me a procurar outros livros do autor e a descobrir uma coisa fantástica: quando eu mais eu pensava que estava a ler os livros pela ordem na qual o autor os escreveu, mais me enganava, porque afinal, antes deste Príncipe de Fogo, temos a "Morte em Viena", que se segue ao "Confessor", apesar da Bertrand ter editado primeiro o "Príncipe"...
Mais uma vez fica provado o fabuloso discernimento da Bertrand, em não informar o público desta decisão brilhante, e tentar fazer passar os livros por uma série que existe, mas que não está a ser editada na ordem correcta!
O tão badalado "O Artista da Morte", o último livro de Daniel Silva editado até à data, não é mais senão o primeiro livro desta saga com Gabriel Allon, que acaba por ser considerado o refugo uma vez que não teve o privilégio de ser editado pela ordem em que foi escrito, mas sim pela ordem que a Bertrand achou apropriada.
Mais importante do que tudo isto, é mesmo o livro. Este "Príncipe de Fogo", é um livro maravilhoso, que apesar de ser ficção abre as portas para a compreensão desta maldita guerra por pessoas como eu: completamente leigas na história da Faixa de Gaza.
«A guerra pelos 7 reinos continua e a batalha pela capital Porto Real é a mais sanguinária de sempre. A frota de Stannis Baratheon vê-se encurralada em frente à cidade enquanto barcos carregados de fogovivo são enviados contra ela. Mas os sobreviventes conseguem levar o combate até à muralhas da cidade e todos os sitiados terão de lutar pela vida.»Fiz a encomenda deste livro à Saída de Emergência na última Quarta-feira, e na sexta, à hora do almoço a carrinha dos correios veio entregá-la a minha casa.
Claro que parei tudo para o ler, e desta vez até os capitulos do próximo volume ("Tormenta das Espadas"), que costumam vir sempre no final de cada livro, não resistiram face à urgência em saber mais!
Adorei, tal como adorei todos os outros da saga. George Martin tem uma inteligência e uma imaginação prodigiosas, que o ajudaram a criar um mundo que apesar de ser completamente fora do normal face ao que estamos habituados é tão real que consegue sair das páginas dos livros em que está impresso e colocar-se ao nosso lado, tão nítido que parece impossível!
Em Agosto sai mais um título (O já referido "Tormenta das Espadas") e a única coisa que posso dizer é que até lá ainda têm tempo de comprar os volumes já editados da saga!
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Para além de ter recebido um cheque Fnac de 30€, com o qual comprei estes dois belos elementos!
Recebi ainda mais dois livros fabulosos, um da minha querida amiga Canochinha (Mil Sóis Resplancecentes) e um dos meus pais (A Paixão de Jane Eyre).
Antes de mais é necessário dizer que este post surge depois de ter lido o livro referido no post anterior! Já não é a primeira vez que falo aqui disto, se bem que me parece que cada vez é um assunto mais importante de discutir!Quando se trata de ler, devemos ler o original, ou a versão traduzida?
Se bem que o original nem sempre está ao alcance de todos (por exemplo Russo, ou Japonês), a maioria dos livros que se atravessam nas nossas mãos provém de autores de lingua inglesa, esta sim mais acessível a uma maioria. Por outro lado, é de referir a comodidade de ler um livro na nossa língua mãe! Alguém já teve o trabalho de o traduzir, e a nós só nos cabe a tarefa de o interpretar, ao passo que fazer as duas coisas ao mesmo tempo é deveras mais complicado! No entanto, até que ponto podemos confiar na versão traduzida que nos chega às mãos, normalmente 50% mais cara que a versão original?
Antes de mais é necessário referir um aspecto importante: Um livro é uma visão de alguém. Seja bom ou mau, não deixa de ser uma visão que alguém aceitou editar! Considerando que os livros sofrem alterações, quando são editados e publicados, para amaciar certas ideias do autor, este é um facto com o qual o autor concorda, e do qual tem conhecimento. Mas será que a partir do momento em que um livro é editado deixa de pertencer ao autor e pode ser modificado por qualquer um que o queira re-editar, ou traduzir?
Tudo isto para dizer o quê: há livros que são traduzidos, e cujo conteúdo não está conforme a versão original, a apesar de o consumidor não ser informado deste facto!
O livro em questão, é o referido anteriormente "A Filha da Profecia", que para além de ter um título muito mal traduzido (o original em inglês é "The Child of the Profecy, ao passo que o título em português deixa antever que a criança é uma menina, sem deixar que o leitor o descubra no livro!), não está conforme a versão original da autora, porque não foi traduzido um aspecto muito importante no final do livro.
Como não posso contar a história, tenho de referir que é um aspecto importante, e que ainda por cima acrescentava uma beleza extra à parte final do livro.
Agora pergunto: quem dá legitimidade ao tradutor para modificar a visão original do escritor , e traduzir o livro a seu belprazer, sem qualquer preocupação pelo produto final! E pior do que tudo isto, é o papel do consumidor, que paga um livro que não está completo porque não foi fiel ao original, e para piorar toda esta situação, nem sequer sabe que está a ser alvo de um engano!
Agradeço à Canochinha, pela sua simpatia em me transmitir todas estas informações importantes, e por me ter dado a conhecer o final original do livro, conforme visão da autora.
Aos senhores Maria e Nuno Lorena, que traduziram este livro, os meus sinceros parabéns por um trabalho muito mal feito! Neste agradecimentos não me posso esquecer da Bertrand, a marca que comercializa o livro, e claro ao seu fabuloso gabinete de controlo de qualidade: pior do que reclamar sem razão, é mesmo não haver sequer a hipótese de reclamar, porque o cliente não tem conhecimento que está a ser enganado.
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-A Filha da Floresta
-O Filho das Sombras
-A Filha da Profecia
Depois de ter lido o 1º e o 2º sem intervalo, este 3º livro andou muito tempo na estante até ser escolhido. Parti para ele já com preconceito, porque segundo a opinião dos aficcionados desta escritora, este não é o melhor livro da trilogia. E realmente não é. No entanto não se aproxima do mau, a única diferença é que a protagonista da história, Fainne, não é uma personagem tão forte e marcante como o foram Sorcha e Liadan, respectivamente, nos livros anteriores.
Para quem nunca leu, digamos que as mulheres são o ponto central dos livros desta trilogia. São elas que dão cor às vidas de todas as outras personagens. No entanto, Fainne, não é fraca, e é definitivamente marcante à sua maneira. Todas as protagonistas transportam consigo uma enorme carga de sofrimento, que no entanto acaba por se revelar apenas um obstáculo a transpor para atingir uma vida plena de felicidade.
A verdade é que adorei o livro! Adorei a trilogia, e recomendo vivamente aos amantes do género fantasy, e aos que não são amantes, e mesmo aqueles que não compram porque pensam que não vão gostar (tal como eu erroneamente pensava!).
A única verdadeira tristeza é mesmo chegar ao fim, porque enquanto vamos lendo o primeiro e o segundo livros, sabemos que a história continua!
Estas são definitivamente personagens que perduram em nós, e que vivem connosco no nosso dia-a-dia. São as tais que não conseguimos largar por mais que os livros cheguem ao fim, e que elas sejam nada mais do que palavras.
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Fui ao site da Fnac e deparei-me com esta pérola:
O Formato é "Normal"!!!!
Com descrições exactas como esta, podiam perfeitamente ter colocado:
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O título é de um romance de Jane Austen, que como todos devem saber, é a minha escritora favorita. Curiosamente o "Orgulho e Preconceito" foi o único livro de li dela até à data!Podem considerar estranho, que com apenas um livro lido eu diga que ela é a minha escritora favorita, mas é certo que o "Orgulho e Preconceito" é um livro daqueles que não se esquecem, e que ficam para sempre dentro do nosso coração, porque as personagens ganham vida!
Aqui fica o que li na página da Editorial Presença: «É em Persuasão que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia, é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos.»
Curiosamente, quando terminei o livro não foi exactamente com esta impressão que fiquei!
Não digo que Anne Elliot não seja madura, mas tenho de admitir que a Elizabeth Bennet está um palmo acima dela! Falta determinação e à vontade a Anne Elliot. Elizabeth Bennet era muito mais à frente do seu tempo, muito mais determinada, e muito mais independente.
Não posso dizer que foi uma perda de tempo, mas parece-me que depois do Orgulho e Preconceito, tudo o resto me parece uma tentativa de imitar uma fórmula já usada, e impossível de copiar (e tudo o que está antes, deve ser uma qualquer forma de aperfeiçoamento!).
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A "Rotas e Destinos" (que nunca comprei até à data!) estava a oferecer um livro com a edição deste mês, e a "Interiores" (que nunca comprei porque não percebo o objectivo de gastar 3€ numa revista de decoração!) estava a oferecer caderninhos de apontamentos da marca "The Neues".
Por pouco mais de 6€, fiquei com a "A Quarta Aliança", de Gonzales Giner, e com um belissimo bloco de apontamentos.
Pergunto-me a que ponto chegamos, que as revistas tenham de oferecer coisas para sobreviverem neste mercado tão apertado da concorrência (especialmente a concorrência online, uma vez que neste mundo tão vasto que é a internet, conseguimos a mesma informação veiculada pelas revistas!).
Eu não encontro grande inconveniente neste facto! As ofertas foram sempre um aspecto com o qual lidei perfeitamente bem. No entanto acabam por subverter o objectivo principal, que é comprar algo, pelo prazer da informação que contém, e não pela qualidade daquilo que oferece!
Acredito que alguém muito atento a estes pormenores possa vestir-se (sim, porque algumas revistas também oferecem roupa!), ler, usar acessórios da moda (carteiras, óculos, brincos...!), pôr a mesa (o JN vai oferecer a partir destes dias talheres!), e preparar refeições (lembro-me que andou aí uma revista a vender tachos a preços reduzidos), tudo com uma visita à papelaria mais próxima.
E com as papelarias abertas ao Domingo, ainda querem alargar o horário dos supermercados a este dias da semana!
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No entanto, é um amor que nunca morre, e além disso, é um amigo que nunca esqueço. Trago sempre um livro comigo, e leio sempre um bocadinho de manhã antes de entrar no trabalho. Ganhei um amor especial aos livros de bolso, pela sua pequenina dimensão, e facilidade de transporte!!!
Sem saber muito bem o que dizer neste dia, só posso repetir aquilo que há quase 2 anos tenho vindo a dizer: os livros são a nossa melhor companhia, porque nunca nos deixam ficar mal! Mesmo quando um livro é mau (ou menos bom!), podemos sempre aproveitar qualquer coisinha, e tirar dali alguma lição.
O mundo não é perfeito, mas o modo como olhamos para ele faz com que a nossa vida seja pior ou melhor. É a velha questão de ver o copo meio cheio, ou meio vazio! Por isso leio: porque a realidade fica mais colorida quando acrescentamos personagens à nossa vida, e felizmente a minha está recheada de pessoas que conheço muito bem, e que perduram na minha imaginação, porque vivem para além dos livros de onde sairam.
É uma forma de andar acompanhada, neste mundo que nem sempre nos proporciona a possibilidade de vivermos apenas uma vida presente, sem qualquer vida paralela.
Espero que tenham tido um Dia do Livro delicioso. Boas Leituras!
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«Espionagem, intriga, amor e traição. Um vertiginoso romance histórico a levar-nos a uma das mais emocionantes cidades dos séculos XV-XVI: Lisboa. Descobrira-se o Novo Mundo, armadas partiam para a Índis, chegavam especiarias, ouro, novidades, escravos, viajantes e homens de negócios de todos os recantos do globo. É a essa cidade de esplendor e riqueza humana que este romance nos leva, revelando a secreta rede de espiões que mantinha o rei informado. Partindo da história de uma mulher que o tempo azedou, a sua vida cruza-se com os mais próximos homens do Rei D. Manuel I.»O Senhor do Círculo de Leitores vai ser a minha desgraça!!!
Circulo de Leitores
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Depois de mais um livro de uma grande (literalmente!) Saga, só mesmo um grande livro sobre a Época Tudor, que é uma das mais apaixonantes da história de Inglaterra.Webboom
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Já terminei a Fúria dos Reis, de George R. R. Martin. E posso dizer que estou claramente furiosa.
A razão é muito fácil de explicar: Terminou na parte mais interessante, já para não variar muito, e desta vez não tenho aqui o 4º volume (como aconteceu quando terminei o primeiro, e já tinha o segundo comprado!). E assim fico pendurada, a pensar no que virá a seguir.
Depois de ter comentado os dois primeiros livros, já não me resta muito a dizer sobre este. Só posso mesmo pôr as minhas mãozinhas no fogo e dizer-vos que comprem a saga. Comprem os livros todos, e leiam, porque é uma história absolutamente maravilhosa, com personagens fantásticas. Mesmo depois de tantas páginas lidas, a história não perde o interesse. Muito pelo contrário, só dá vontade de ler, e ler, e ler, só para não perdermos as personagens com quem tão apaixonadamente vivemos durante dias a fio. O livro já terminou, mas as suas alegrias e aflições ainda estão aqui comigo, e é muito difícil perdê-las.
LEIAM!!!!!!
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Era um dos meu livros preferidos quando era miúda. Podem achar estranho, e podem até rir à gargalhadas, mas com as imagens deste maravilhoso manual, aprendi mais acerca de sobrevivência, do que eu todos os anos que andei na escola. Foi talvez aqui que ganhei gosto pelas estrelas e constelações, pelas plantas que nos rodeiam, e que ouvi falar pela primeira vez da famosa manobra de Heimlich. Aquilo que agora é um dado adquirido, na minha mente infantil era um desafio e uma aprendizagem constante, sem qualquer aborrecimento.
Um destes dias reencontrei-me com ele de novo, enquanto olhava para a prateleira dos livros do meu pai. Ao abri-lo numa página ao acaso, descobri uma coisa maravilhosa, que não resisto a partilhar com vocês.
«Dente-de-Leão - Esta planta é um potencial salva-vidas nas regiões polares. Quer as folhas, quer as raízes, podem ser comidas ao natural, mas sabem melhor depois de levemente fervidas. As raízes de dente-de-leão podem também ser usadas como substituto do café. Para as preparar, limpe as raízes, divida-as ao meio e corte-as em pequenos pedaços. Asse-as e depois rale-as entre duas pedras. Trate o pó como se fosse café.»
Sei que a probabilidade de nos perdermos numa estepe glacial é relativamente pequena (quase impossível mesmo, ao ritmo com que o gelo desaparece!), mas a verdade é que não deixa de ser curioso e bastante engraçado.
Eu passei horas agarrada a este livro. Não admira que gostasse de brincar aos soldados perdidos no mato (leia-se "pátio da avó") e o meu sonho fosse ter um canivete suiço como o do MacGyver...
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