Curiosidades nos Livros VI
«Gabriel aquiesceu. O takfir era um conceito desenvolvido pelos islamitas do Egipto durante a década de setenta do século XX, uma artimanha concebida para dar aos terroristas uma autorização sagrada para matarem quase quem quisessem a fim de atingirem os seus objectivos de impor a sharia e restaurar o califado. O seu alvo principal eram outros muçulmanos. Um lider secular muçulmano que não governasse segundo a sharia podia ser morto pelo takfir com a justificação de se ter afastado do islamismo. O mesmo acontecia com um cidadão de um estado muçulmano secular ou com um muçulmano que residisse numa Democracia ocidental. Para os takfiri, a democracia era uma heresia, pois suplantava as leis de Deus com as leis do homem. Por isso os cidadãos muçulmanos de uma democracia eram apóstatas e podiam ser passados a fio de espada. Fora o conceito de takfir que concedera a Osama Bin Laden o direito de despenhar aviões em prédios ou de rebentar ambaixadas em África, mesmo que muitas das vitimas fossem muçulmanas. E dava aos terroristas sunitas no Iraque o direito de matarem quem quisessem para evitar que a democracia se instalasse em Bagdade.» "O Criado Secreto", Daniel SilvaNa lei Islâmica, takfir é a prática de declarar não-crente (ou Kafir) um individuo ou um grupo previamente considerado muçulmano.
Um exemplo de Takfir conhecido e divulgado internacionalmente é o caso de Salman Rushdie, que foi forçado ao exílio depois do Ayatollah Khomeini lançar sobre ele a fatwa, declarando oficialmente que ele é um Kafir e deve ser executado. (Wikipédia)





