Blogger Template by Blogcrowds

Inevitavelmente...

...adorei!


Como era de esperar li o meu primeiro livro da Rainha do Crime, Agatha Christie, e adorei!
Sabia que a escritora tem o truque de nos apontar uma personagem, para depois nos surpreender no fim com um culpado inesperado. Mesmo sabendo isto e apesar de ter passado o livro todo a lembrar-me deste facto, não conseguiu chegar ao fim sem dar uma gargalhada descomunal por ter sido enganada...
Se dependesse de mim, o assassino teria uma vida longa e saudável, sem eu nunca desconfiar!

Não há nada melhor que saber que vamos ser enganados, e mesmo assim adorarmos esse facto.

Agatha Christie apanhou-me desprevenida e deixou-me sem defesas. Estou já a apontar para o próximo, porque realmente se todos os livros forem assim, a escritora ganhou mais uma fã!

Comecei tarde, mas se tudo correr bem, ainda vou a tempo!

Entretanto, Boas Leituras!

Um Homem na Escuridão

"Um Homem na Escuridão" foi o primeiro livro de Paul Auster que tive o prazer de ler. É um livro que se lê de um fôlego tal é a vontade de saber como a história se vai desenrolar.
Auguste Brill é um homem, recentemente viúvo, com insónias. A sua filha passou por um divórcio complicado e a sua neta sofreu a perda abrupta do namorado. Vivem juntos em casa de Miriam, a filha, num momento de transição da vida dos três. A história acontece numa noite apenas, com Auguste a recordar momentos da sua vida passada e presente. O outro passatempo de Auguste Brill é inventar histórias, onde dá vida a personagens que lhe preenchem as noites passadas em claro.

Adorei o livro porque me identifiquei absolutamente com ele. Eu também tenho insónias. Não é que passe a noite toda sem dormir, mas enquanto não adormeço, invento outras vidas que podia viver, para não pensar nos problemas diários que por vezes me tentam tirar o sono. Foi a forma sensata que encontrei para passar algumas horas que podiam ser completamente perdidas a pensar em coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não vão acontecer.
Percebo Auguste Brill do fundo da alma, e só alguém com uma capacidade extraordinária podia passar isso para o papel. Paul Auster foi esse homem, que nos compreende sem o saber, e que num pequeno livro condensou a vida de todos aqueles que, pela sua incapacidade de adormecer mal tocam na almofada, inventam outras vidas para tentar chegar ao consolo que todos esperam quando se enroscam nos lençóis.

Obrigada Canochinha, por me teres dado a conhecer estes homens fantásticos da literatura: Paul Auster, o escritor, e Auguste Brill, o "Homem na Escuridão".

Para finalizar tenho de acrescentar que se este livro fosse uma música, só poderia ser a seguinte:

"Comptine d'um autre été" - Yann Tiersen



«Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigirse à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local. Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera Coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…»
ASA




Para quem gosta tanto de policiais como eu, até me parece mal nunca ter lido nada da incomparável mestre do crime que é Agatha Christie. "Matar é Fácil é a sugestão de leitura da semana.

Entretanto, Boas Leituras!

Equador

«Equador é a linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação.» Wiquipédia


Equador é também um dos melhores livros que li até hoje.Há muito tempo que queria ler este livro. Nunca o comprei porque acho o preço um verdadeiro absurdo (27€ na Oficina dos Livros - e digo absurdo, não pelo preço em si, mas pelo facto de ser um autor português a editar um livro em Portugal!) e porque mo emprestaram antes da curiosidade se tornar insuportável. Foi a ideia da TVI em transformar a história numa novela, que me levou a pegar nele e a lê-lo num âpice!


É um livro de fácil leitura, com uma escrita fluída (apesar de precisar de alguma pontuação extra em algumas frases!), com personagens fortes e marcantes, e passado numa ilha luxuriante onde o cheiro a terra e a chuva se entranha em nós, como se lá estivessemos verdadeiramente.

Durante alguns breves dias dei por mim na distante São Tomé, na hora da chuvada, mergulhada em sons do Óbó (floresta), a espreitar da varanda do Palácio do Governador. Não podia ter sido mais maravilhoso ler o livro, só pela oportunidade de lá "ter estado".

Há alturas para os livros serem lidos. Esta foi a altura certa. Identifiquei-me tanto com o Luis Bernardo, que provavelmente foi esse facto que me levou a achar o livro maravilhoso.
Luis foi afastado a sua vidinha para ser governador numa ilha para quem Lisboa é apenas um longo suspiro e nada mais. Caiu no meio do nada e tentou fazer aquilo de que foi incumbido. No entanto foi tão incompreendido que poucas soluções lhe restaram.
Tenho dias em que me sinto assim: impotente e incompreendida. Ver isso escrito num livro ajudou-me a criar um laço com ele, possivelmente para sempre.
São os tais livros que marcam uma época, e tal como uma música ou um cheiro nos lembra determinado momento na vida, este livro também vai fazê-lo.

Absolutamente recomendável. Entretanto, Boas Leituras!

Curiosidades nos Livros VI

«Gabriel aquiesceu. O takfir era um conceito desenvolvido pelos islamitas do Egipto durante a década de setenta do século XX, uma artimanha concebida para dar aos terroristas uma autorização sagrada para matarem quase quem quisessem a fim de atingirem os seus objectivos de impor a sharia e restaurar o califado. O seu alvo principal eram outros muçulmanos. Um lider secular muçulmano que não governasse segundo a sharia podia ser morto pelo takfir com a justificação de se ter afastado do islamismo. O mesmo acontecia com um cidadão de um estado muçulmano secular ou com um muçulmano que residisse numa Democracia ocidental. Para os takfiri, a democracia era uma heresia, pois suplantava as leis de Deus com as leis do homem. Por isso os cidadãos muçulmanos de uma democracia eram apóstatas e podiam ser passados a fio de espada. Fora o conceito de takfir que concedera a Osama Bin Laden o direito de despenhar aviões em prédios ou de rebentar ambaixadas em África, mesmo que muitas das vitimas fossem muçulmanas. E dava aos terroristas sunitas no Iraque o direito de matarem quem quisessem para evitar que a democracia se instalasse em Bagdade.» "O Criado Secreto", Daniel Silva

Na lei Islâmica, takfir é a prática de declarar não-crente (ou Kafir) um individuo ou um grupo previamente considerado muçulmano.
Um exemplo de Takfir conhecido e divulgado internacionalmente é o caso de Salman Rushdie, que foi forçado ao exílio depois do Ayatollah Khomeini lançar sobre ele a fatwa, declarando oficialmente que ele é um Kafir e deve ser executado. (Wikipédia)

Petit Coin à Livres

Porque este é um blog viajado, gostaria de partilhar com vocês um espaço maravilhoso que tive o prazer de encontrar no passado Setembro, em Paris.
Andava a Miss a deambular pelo famoso "Quartier Latin", a apreciar as vistas, as pessoas, as igrejas, e o cheiro a comida étnica que pairava no ar, quando deparou com uma banca cheia de livros em segunda mão. Não sei dizer o nome da rua (honestamente já não me lembro!), mas como indicação certa posso dizer que fica perto da Igreja de Saint Severin, no sentido da Boulevard Saint-Michel.
Claro que como viciada em último grau (e mesmo considerando que estava ali para ver Paris e não para comprar livros!) não resisti a dar uma olhadela, especialmente porque o cartaz indicava o preço de 5€ e entre os livros estavam bastantes títulos em Inglês (porque a Miss não lê em Francês! :D)
O resultado foi uma conversa muito agradável com o dono da pequena livraria, que não era mais senão uma espécie de posto de troca. As pessoas vão lá levar livros que já não precisam, o senhor faz-lhes uma avaliação e oferece às pessoas um vale com o valor que atribui ao livro para comprarem outros naquele estabelecimento. Estes livros usados são posto à venda por um determinado valor, e podem fazer jeito a outros que os compram a um preço mais barato do que o fariam numa outra livraria.
Claro que também vendem livros novos, em todas as linguas e de todos os géneros e feitios. Normalmente os livros usados são arrumados à beira dos novos, e a pessoa escolhe se quer comprar o novo ou o usado a um bom preço.
Resumindo e concluindo, um verdadeiro paraíso!

Tive direito a uma fotografia por cada livro que comprasse... trouxe dois, mas tirei 3 fotos, só para ter a desculpa de lá voltar um dia para saldar a dívida.

Keep Your Brain Alive!

"Keep Your Brain Alive" é um livro pequenininho (e que se lê de um fôlego), que explica em traços gerais como funciona o nosso cérebro e o que podemos fazer para o espevitar. Dito de maneira muito simples: o que fazer para não entregar o nosso cérebro à demência 20 anos antes de morrer!

O cérebro é o órgão mais importante que temos no nosso organismo. Alguns podem dizer que é o coração, outros os pulmões, mas a verdade é que sem cérebro nada disso funciona: o coração não saberia como bater, e os pulmões não saberiam como respirar. Mas o mais engraçado disto tudo é o facto de nem sequer precisarmos de pensar para estas coisas acontecerem! O Cérebro, essa coisa maravilhosa que transportamos todos os dias em cima do pescoço trata desses pormenores todos de modo a que não se tornem mais um problema na nossa vida diária.
Apesar de tudo isto, temos tendência a desleixar o tratamento que lhe damos. E já não estou a fazer referência ao que comemos, ou mesmo quantas horas dormirmos. Viver todos os dias da mesma maneira é a melhor forma de atrasar a evolução do cérebro, e claro, é o passaporte para a demência.

A rotina diária leva à diminuição das conexões cerebrais entre neurónios e portanto, ao esquecimento. Parece complicado, mas não é. Interagir com as coisas faz-nos aprender. Não é invulgar ver uma criança pequena a sentir, revirar, cheirar e até mesmo morder algo para o tentar identificar. Aprender com os vários sentidos disponíveis faz com que essa recordação seja mais duradoura ao longo da vida. No entanto a rotina diária leva a que façamos as coisas sem qualquer imaginação e originalidade o que diminui os caminhos cerebrais que usamos para aprender as coisas. Por exemplo, quando o dia de trabalho acaba, nem sequer pensamos no caminho que fazemos para casa: simplesmente vamos pelo sítio do costume! Nem sequer temos que pensar, e há pessoas que dizem mesmo que o "carro" já sabe o caminho. A verdade é que o cérebro aprende com tudo aquilo com que interage. Se fazemos sempre a mesma coisa, o cérebro deixa de aprender: deixa de usar os vários sentidos para apreciar as árvores, pessoas, buracos, que encontra pelo caminho, porque vê aquilo todos os dias e portanto já não há nada a importante a apreender dali.

Como evitar isto é o mote para este livro.

Mesmo as explicações mais cientificas são descritas de maneira simples e com exemplos que permitem um entendimento perfeito da mensagem que o livro procura passar. Todos os 83 conselhos para exercitar o cérebro são maneiras diferentes de lidar com a vida, aumentando a qualidade da mesma - basta por exemplo escovar os dentes com a mão contrária de quando em vez para provar ao nosso cérebro que ele ainda tem muito a aprender connosco (porque ao trocar a mão, trocamos também o hemisfério cerebral responsável por aquela tarefa, e portanto damos um trabalho dos diabos aos neurónios que normalmente não a fazem!).

Por tudo isto e pelo resto que ficou por dizer, o livro é altamente recomendável - especialmente porque é um livro que foge à rotina!

(PS - só para avisar que ver TV utiliza menos o cérebro do que dormir, portanto ou leiam ou durmam!!!)

A Segunda Vez

«Nicolas Spencer, carismático director de uma empresa, a Gen-Stone, que está a desenvolver uma vacina contra o cancro, desaparece subitamente quando o seu avião particular se despenha.
Os resultados iniciais das experiências com a vacina revelam-se bastante encorajadores, mas surgem entratanto informações que a FDA recusará aprová-lam facto a que logo se seguirá a chocante revelação de que Spencer teria desviado uma considerável soma, incluindo as poupanças de pessoas comuns que tudo tinham arriscado no potencial da Gen-Stone.»

Parti para a leitura deste livro com um espírito aberto. Já tinha ouvido falar muito bem da autora, mas nunca tinha lido nada antes. A ocasião proporcionou-se através de um lançamento da revista do Circulo de Leitores porque o livro faz parte de uma colecção muito original de livros de bolso.
Fui à procura de um policial interessante e a verdade é que li o livro de uma assentada! Apesar de um desfecho demasiado rápido na minha opinião, só tenho louvores a fazer à autora.
A escrita é bastante fluída e as personagens bem proporcionadas. A trama é original e o desfecho, apesar de rápido, é bem construído.
A escritora convenceu-me, e mal posso esperar para receber mais um livro dela, já encomendado no Círculo!
Recomendável para quem gosta do thriller/policial, e que não resiste a uma boa conspiraçãozinha.

Entretanto, Boas Leituras!

Os Órfãos

Terminei a leitura do livro "Os Órfãos do Mal" de Nicolas D'Estienne D'Orves e o único comentário que posso fazer é que este é mais um daqueles conhecidos como "muita parra e pouca uva".
O que me chamou à atenção neste livro foram os aspectos relacionados à Lebensborn, que foi uma organização criada por Heinrich Himmler para apoiar as mulheres dos SS, bem como grávidas sem meios financeiros para levar a termo a gravidez, no sentido de incentivar os nascimentos, especialmente aqueles que cumprissem os requisitos da chamada "raça pura". Presumi que era um livro que iria partir de factos para criar uma história acerca de um qualquer objectivo sinistro da Lebensborn. Isso acontece realmente, mas o caminho que a história segue é completamente estranho, ao ponto de me ter interrogado de que me valeu ler o livro afinal!
O fim da história é claramente um "Piratas das Caraíbas II", em que sabemos que vai haver uma sequela, mas no caso do livro sem qualquer hipótese de uma que não se assemelhe ao "Admirável Mundo Novo meets O Exterminador III - A ascenção das máquinas".
Eu sei isto parece não fazer muito sentido, mas a verdade é que o livro também não faz sentido nenhum!
Lamento sempre dizer mal de livros, primeiro porque se alguém o editou é porque lhe achou algum mérito e segundo porque não sou propriamente especialista na matéria - limito-me a ler e a dar a minha opinião que não tem mais nada a não ser um ponto de comparação entre o que acabei de ler e o que já li até aqui. No entanto, esta é uma história com muito potencial, claramente estragada por um autor com demasiada imaginação e muito má escrita. Lamento dizê-lo, mas a trama não tem ponta por onde se lhe pegue, as personagens são absolutamente mirabolantes e o conjunto vale muito pouco.

A partir daqui, lavo as minhas mãos. Estão por vossa própria conta e risco se decidirem ler o livro.

Este é sem dúvida um dos meus autores favoritos, apesar de um início algo atribulado com "O Confessor".

Já li todos os livros publicados em português da série Gabriel Allon, e a única razão que me impede de encomendar os originais em inglês ainda não traduzidos pela Bertrand é o facto do meu pai também adorar os livros do autor, e não saber ler em inglês!
Daniel Silva é um dos mestres do thriler político, com um modo muito próprio de escrever, começando os seus livros com uma trama muito morna, que começa a complicar-se até ao ponto de já não conseguirmos largar o livro até ao explosivo final. O desfecho é normalmente inevitável mas ainda assim surpreendente, e nunca aborrecido. Arrependo-me agora da cerrada critica que fiz ao "Confessor", porque depois de ler os outros livros compreendo que um "final feliz" (ou "menos dramático") é o mínimo que podemos esperar neste mundo onde a desgraça e a falta de vergonha nos asfixiam. Além disso o comentário acerca do Dan Brown é claramente para esquecer! Chego a perguntar mesmo onde fui buscar tal ideia...
Os seus livros inserem-se na categoria daqueles com os quais aprendemos alguma coisa, especialmente agora com as complicações a que assistimos na Faixa de Gaza e que alertam para os perigos do Médio Oriente. Daniel Silva lança muitas luzes sobre este assunto (Guerra entre palestinianos e Judeus), e apesar dos seus romances não passarem disso, deixam-nos a pensar acerca da ameaça que o Radicalismo Islâmico representa para o mundo, bem como as consequências que o fanatismo religioso tem na actualidade.

Esta é a lista de livros da Série Gabriel Allon, que é um Agente Israelita, que foi o escolhido para liderar o Grupo do Setembro Negro, e que agora tem como trabalho eliminar pessoas que conspirem contra o Governo de Israel:

- O Artista da Morte
- The English Assassin (ainda não traduzido para português até à data)
- O Confessor
- Morte em Viena
- O Príncipe de Fogo
- A Mensageira
- O Criado Secreto
- Moscow Rules (ainda não traduzido para português)

Recomendo vivamente qualquer um dos livros da Série Gabriel Allon e apesar de não os ter lido por ordem (muito por culpa da Bertrand, que publicou os livros sem seguir a ideia original do autor!), aconselho que realmente comecem pelo primeiro (não necessariamente o melhor, mas ainda assim o livro que lança o mote para a série!)

Novo Ano, Vida Nova!

Já passou tanto tempo desde o último post que honestamente já tinha saudades de escrever aqui!

Em primeiro lugar quero desejar um Feliz 2009 a todos que por aqui passam. Tal como iniciar a leitura de um novo livro, o início do ano é sempre um altura de reflexão e recomeço, em que olhamos para o que fizemos e tentamos fazer mais e melhor.
Em segundo lugar, peço desculpa por ter mantido o livro "Eclipse" como post de abertura do blog por meio ano... a verdade é que já me andava a aborrecer, mas estive à procura de inspiração, acabei por me perder pelo caminho, e agora espero voltar com energia renovada!!! ;)

Deixo aqui uma sugestão de leitura para o novo ano, bem como o desejo de um recomeço em força!
«Na Alemanha, em 1995, são descobertos no mesmo dia quatro cadáveres com uma ampola de cianto na boca. Nus e com a mão direita cortada. Apenas uma certeza, os quatro homens nasceram todos em Lebessborn, a organização mais secreta dos nazis... uma clínica onde os nazis faziam experiências para nascerem bebés arianos. Em 2005, uma jovem jornalista francesa é contactada por uma estranha personagem e de súbito vê-se envolvida nos segredos da SS.» Bertrand

Eclipse

«Ao mesmo tempo que Seattle é assolada por uma série de mortes inexplicáveis e um malicioso vampiro continua a sua busca por vingança, mais uma vez Bella encontra-se rodeada por perigo em Eclipse, o terceiro volume da saga de Luz e Escuridão. No centro de tudo, ela é forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a sua amizade com Jacob, sabendo que a sua decisão poderá atiçar a luta intemporal entre vampiro e lobisomem. Com o final do liceu a aproximar-se rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas, qual é qual?»

"Eclipse", o terceiro volume da saga Luz e Escuridão da escritora Stephenie Meyer é, tal como o nome indica, um verdadeiro obscurecimento literário. Custa-me ser cruel para um livro, e para um escritor, que dá a cara por uma obra, mas realmente pouco de positivo posso dizer.
Stephenie Meyer parte de um ideia fabulosa, e fica claramente encalhada na ideia de que pode ganhar dinheiro com esse facto.

O primeiro livro, "Crepúsculo" é adorável. O segundo livro, "Lua Nova", é um verdadeiro enche-chouriços, mas claramente ultrapassável pelo facto de existir um 3º livro, onde esperamos que a saga se desenrole. Este 3º livro, é um erro. Toda a história deste volume podia perfeitamente ter sido desenvolvida em 250 páginas, e nas 350 restante, podiamos ter visto alguma acção verdadeira.
Uma coisa é certa: o livro tem um tom carinhoso. As personagens dão-se a conhecer de uma maneira que não aconteceu em mais nenhum livro, e há uma ternura difícil de explicar ao longo do volume, que lhe dá alguma graça, e que o safa de ser um verdadeiro escândalo!

Não estou arrependida de o ter comprado, mas era claramente de evitar, se soubesse o que sei hoje!
Infelizmente, presa como estou à história, não vou conseguir resistir a comprar o 4º livro, esperando que compense o dinheiro, o tempo, e a paciência que me levaram este dois últimos volumes da saga...

O Sétimo Selo


«"Casanova, o petróleo da Arábia Saudita sempre foi muito fácil de explorar. Basta de facto, fazer um buraco e ele começa a saltar cá para fora como champanhe. Por que razão, neste caso, a Aramco se pôs a investir fortemente na alta tecnologia para extrair o petróleo?"
Tomás encolheu os ombros.
"Sei lá."
"Se os Sauditas estão a investir em tecnologia muito sofisticada para extrair petróleo do deserto, isso só tem uma explicação."
"Qual?"
"O petróleo deixou de jorrar como uma fonte."»

Quando comecei a ler este livro, surgiu-me uma memória bastante antiga. Há 14 anos atrás, fiz uma visita ao planetário com a escola. Antes de fazermos a visita guiada pelo recinto, vimos um filme onde nos foi explicado que o sol, como todas as estrelas, teria um fim. Inevitavelmente expandiria e explodiria quando a sua vida útil chegasse ao fim. Não foi uma imagem muito bonita a que se formou na minha cabeça. Comecei a fazer as contas aos anos que tal fenómeno iria demorar a acontecer, e cheguei à brilhante conclusão que felizmente já estaria a fazer tijolo quando tal coisa acontecesse!
Nunca pensei viver o suficiente para assistir a uma desgraça.

Ler "O Sétimo Selo", de José Rodrigues dos Santos é voltar de novo aquele planetário há 14 anos atrás, e refazer todo o pensamento de uma vida. Se calhar a desgraça não será para a próxima geração, mas já para esta...
Este livro consegue despertar medo, não pela história, mas pela realidade que retrata tão vividamente que chega mesmo a assustar. Não estamos aqui a falar de assassinos inventados, e muito menos de vampiros ou Dragões cuspidores de fogo. Estamos a falar do ambiente, das alterações climáticas e das consequências graves que estão neste momento em marcha, quase impossíveis de parar. A dependência do petróleo desta sociedade que já não vive sem conforto e luxo, e a falta de energias alternativa que compensem a falta do mesmo estão a levar a sociedade para um ponto sem retorno.
José Rodrigues dos Santos conseguiu aliar um bom enredo, a uma realidade que pesa sobre as nossas cabeças, e que é tão actual que quase parece impossível.
É compreensível que o livro já tenha atingido a 11ª edição, e é necessário que muitas pessoas o leiam, pois consegue de maneira acessível, ao modo que o autor já nos habituou, explicar a implicação das alterações que impusemos à Terra, com a nossa procura desmesurada de dinheiro fácil.

Dou os meus parabéns aos Escritor. Se me conquistou com "A Fórmula de Deus", com este "Sétimo Selo", ganhou uma fã, que consegue perdoar as partes más d' "O Códex 632".

O Príncipe de Fogo

«Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrível explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações. E quando por fim se dá o confronto, não é só Gabriel que corre o risco de ser eliminado – pois não e apenas a sua história que é posta a nu.»

Depois de ter achado o "Confessor" pouco realista, fiquei surpreendida com esta história que Daniel Silva tirou da manga. Este é um livro que revela um pouco da história da formação do estado de Israel, e das guerras intermináveis que têm acontecido entre israelitas e palestinianos.
No meio de toda esta realidade, temos Kaled Al-Kalifa, um filho desta guerra que mata ainda hoje centenas de pessoas em ambos os lados, cujo objectivo é vingar a morte do pai eliminando o homem que o matou: Gabriel Allon.

O facto de ter ficado maravilhada com o livro levou-me a procurar outros livros do autor e a descobrir uma coisa fantástica: quando eu mais eu pensava que estava a ler os livros pela ordem na qual o autor os escreveu, mais me enganava, porque afinal, antes deste Príncipe de Fogo, temos a "Morte em Viena", que se segue ao "Confessor", apesar da Bertrand ter editado primeiro o "Príncipe"...
Mais uma vez fica provado o fabuloso discernimento da Bertrand, em não informar o público desta decisão brilhante, e tentar fazer passar os livros por uma série que existe, mas que não está a ser editada na ordem correcta!

O tão badalado "O Artista da Morte", o último livro de Daniel Silva editado até à data, não é mais senão o primeiro livro desta saga com Gabriel Allon, que acaba por ser considerado o refugo uma vez que não teve o privilégio de ser editado pela ordem em que foi escrito, mas sim pela ordem que a Bertrand achou apropriada.

Mais importante do que tudo isto, é mesmo o livro. Este "Príncipe de Fogo", é um livro maravilhoso, que apesar de ser ficção abre as portas para a compreensão desta maldita guerra por pessoas como eu: completamente leigas na história da Faixa de Gaza.

«A guerra pelos 7 reinos continua e a batalha pela capital Porto Real é a mais sanguinária de sempre. A frota de Stannis Baratheon vê-se encurralada em frente à cidade enquanto barcos carregados de fogovivo são enviados contra ela. Mas os sobreviventes conseguem levar o combate até à muralhas da cidade e todos os sitiados terão de lutar pela vida.»

Fiz a encomenda deste livro à Saída de Emergência na última Quarta-feira, e na sexta, à hora do almoço a carrinha dos correios veio entregá-la a minha casa.
Claro que parei tudo para o ler, e desta vez até os capitulos do próximo volume ("Tormenta das Espadas"), que costumam vir sempre no final de cada livro, não resistiram face à urgência em saber mais!

Adorei, tal como adorei todos os outros da saga. George Martin tem uma inteligência e uma imaginação prodigiosas, que o ajudaram a criar um mundo que apesar de ser completamente fora do normal face ao que estamos habituados é tão real que consegue sair das páginas dos livros em que está impresso e colocar-se ao nosso lado, tão nítido que parece impossível!
Em Agosto sai mais um título (O já referido "Tormenta das Espadas") e a única coisa que posso dizer é que até lá ainda têm tempo de comprar os volumes já editados da saga!

As Prendas

Este ano o meu aniversário foi bastante produtivo!
Para além de ter recebido um cheque Fnac de 30€, com o qual comprei estes dois belos elementos!
A escolha dos livros para o cheque Fnac deveu-se claro ao facto de ter terminado a Trilogia Sevenwaters, e ter adorado! A melhor coisa a fazer seria mesmo ir em frente e comprar a Saga das Ilhas Brihantes para estar a mais um pequeno passo de ler todos os livros da autora!

Recebi ainda mais dois livros fabulosos, um da minha querida amiga Canochinha (Mil Sóis Resplancecentes) e um dos meus pais (A Paixão de Jane Eyre).


Reflexão Literária

Antes de mais é necessário dizer que este post surge depois de ter lido o livro referido no post anterior! Já não é a primeira vez que falo aqui disto, se bem que me parece que cada vez é um assunto mais importante de discutir!

Quando se trata de ler, devemos ler o original, ou a versão traduzida?

Se bem que o original nem sempre está ao alcance de todos (por exemplo Russo, ou Japonês), a maioria dos livros que se atravessam nas nossas mãos provém de autores de lingua inglesa, esta sim mais acessível a uma maioria. Por outro lado, é de referir a comodidade de ler um livro na nossa língua mãe! Alguém já teve o trabalho de o traduzir, e a nós só nos cabe a tarefa de o interpretar, ao passo que fazer as duas coisas ao mesmo tempo é deveras mais complicado! No entanto, até que ponto podemos confiar na versão traduzida que nos chega às mãos, normalmente 50% mais cara que a versão original?

Antes de mais é necessário referir um aspecto importante: Um livro é uma visão de alguém. Seja bom ou mau, não deixa de ser uma visão que alguém aceitou editar! Considerando que os livros sofrem alterações, quando são editados e publicados, para amaciar certas ideias do autor, este é um facto com o qual o autor concorda, e do qual tem conhecimento. Mas será que a partir do momento em que um livro é editado deixa de pertencer ao autor e pode ser modificado por qualquer um que o queira re-editar, ou traduzir?

Tudo isto para dizer o quê: há livros que são traduzidos, e cujo conteúdo não está conforme a versão original, a apesar de o consumidor não ser informado deste facto!
O livro em questão, é o referido anteriormente "A Filha da Profecia", que para além de ter um título muito mal traduzido (o original em inglês é "The Child of the Profecy, ao passo que o título em português deixa antever que a criança é uma menina, sem deixar que o leitor o descubra no livro!), não está conforme a versão original da autora, porque não foi traduzido um aspecto muito importante no final do livro.
Como não posso contar a história, tenho de referir que é um aspecto importante, e que ainda por cima acrescentava uma beleza extra à parte final do livro.

Agora pergunto: quem dá legitimidade ao tradutor para modificar a visão original do escritor , e traduzir o livro a seu belprazer, sem qualquer preocupação pelo produto final! E pior do que tudo isto, é o papel do consumidor, que paga um livro que não está completo porque não foi fiel ao original, e para piorar toda esta situação, nem sequer sabe que está a ser alvo de um engano!

Agradeço à Canochinha, pela sua simpatia em me transmitir todas estas informações importantes, e por me ter dado a conhecer o final original do livro, conforme visão da autora.

Aos senhores Maria e Nuno Lorena, que traduziram este livro, os meus sinceros parabéns por um trabalho muito mal feito! Neste agradecimentos não me posso esquecer da Bertrand, a marca que comercializa o livro, e claro ao seu fabuloso gabinete de controlo de qualidade: pior do que reclamar sem razão, é mesmo não haver sequer a hipótese de reclamar, porque o cliente não tem conhecimento que está a ser enganado.

Trilogia Sevenwaters

A Trilogia Sevenwaters , da escritora Juliet Marillier, é constituida por 3 livros:
-A Filha da Floresta
-O Filho das Sombras
-A Filha da Profecia

Depois de ter lido o 1º e o 2º sem intervalo, este 3º livro andou muito tempo na estante até ser escolhido. Parti para ele já com preconceito, porque segundo a opinião dos aficcionados desta escritora, este não é o melhor livro da trilogia. E realmente não é. No entanto não se aproxima do mau, a única diferença é que a protagonista da história, Fainne, não é uma personagem tão forte e marcante como o foram Sorcha e Liadan, respectivamente, nos livros anteriores.
Para quem nunca leu, digamos que as mulheres são o ponto central dos livros desta trilogia. São elas que dão cor às vidas de todas as outras personagens. No entanto, Fainne, não é fraca, e é definitivamente marcante à sua maneira. Todas as protagonistas transportam consigo uma enorme carga de sofrimento, que no entanto acaba por se revelar apenas um obstáculo a transpor para atingir uma vida plena de felicidade.

A verdade é que adorei o livro! Adorei a trilogia, e recomendo vivamente aos amantes do género fantasy, e aos que não são amantes, e mesmo aqueles que não compram porque pensam que não vão gostar (tal como eu erroneamente pensava!).

A única verdadeira tristeza é mesmo chegar ao fim, porque enquanto vamos lendo o primeiro e o segundo livros, sabemos que a história continua!

Estas são definitivamente personagens que perduram em nós, e que vivem connosco no nosso dia-a-dia. São as tais que não conseguimos largar por mais que os livros cheguem ao fim, e que elas sejam nada mais do que palavras.

Normal ou Assim-Assim

Fui ao site da Fnac e deparei-me com esta pérola:O Formato é "Normal"!!!!

Com descrições exactas como esta, podiam perfeitamente ter colocado:

Persuasão

O título é de um romance de Jane Austen, que como todos devem saber, é a minha escritora favorita. Curiosamente o "Orgulho e Preconceito" foi o único livro de li dela até à data!
Podem considerar estranho, que com apenas um livro lido eu diga que ela é a minha escritora favorita, mas é certo que o "Orgulho e Preconceito" é um livro daqueles que não se esquecem, e que ficam para sempre dentro do nosso coração, porque as personagens ganham vida!

Aqui fica o que li na página da Editorial Presença: «É em Persuasão que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia, é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos.»

Curiosamente, quando terminei o livro não foi exactamente com esta impressão que fiquei!
Não digo que Anne Elliot não seja madura, mas tenho de admitir que a Elizabeth Bennet está um palmo acima dela! Falta determinação e à vontade a Anne Elliot. Elizabeth Bennet era muito mais à frente do seu tempo, muito mais determinada, e muito mais independente.

Não posso dizer que foi uma perda de tempo, mas parece-me que depois do Orgulho e Preconceito, tudo o resto me parece uma tentativa de imitar uma fórmula já usada, e impossível de copiar (e tudo o que está antes, deve ser uma qualquer forma de aperfeiçoamento!).

Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial