Finalmente foi publicado pela Bertrand aquele que é o segundo livro da Saga Gabriel Allon, do escritor Daniel Silva.Allon vê-se inesperadamente a braços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios – alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.» Portal daLeitura
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"Até onde irias para esconder um segredo?" - The Reader
7 comentários Publicada por Miss Alcor à(s) 9:11 p.m.
Foi há quase 8 anos que li "O Leitor" de Bernard Schlink. Ainda é do tempo em que os dedos das mãos chegavam para contar os livros ditos "sérios" que possuía na minha biblioteca.Apesar de tudo isto, o filme é muito bom, e é a cópia quase fiel do livro e permite a quem o leu dar um corpo às personagens que desenvolveu aquando da sua leitura. Claro que recomendo primeiro a leitura do livro. A adaptação á boa, mas há pequenos pormenores (que acabam por ser tão grandes!!!) que escapam, e que dão ao livro o estatuto que ele tem.
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Slumdog ("Cão da Favela") Millionaire é o resultado da adaptação do livro de Vikas Swarup ao grande écran.

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«A zona central dos Estados Unidos atravessa uma seca severa. Cerca de um quarto do país é abastecido pelo rio Colorado, abrangendo alguns dos Estados mais populosos. Los Angeles é uma das cidades mais poderosas do mundo, mas só tem reservas de água para mais dois anos. Para conseguir uma gestão sem desperdícios, o governo privatizou as empresas que gerem os recursos de água. No entanto, uma poderosa multinacional, conseguiu dominar várias empresas que gerem a água do rio Colorado. Assemelhando-se a um grande polvo, ela já estendeu tentáculos a grande parte da Europa, Austrália, África e China. Passando por cima de todos os que se atravessam no seu caminho, esta empresa já domina grande parte dos recursos naturais do Globo. Francesca, uma jovem cientista, descobriu um inovador método de dessalinização extremamente barato e capaz de produzir energia nesse processo. Se o seu projecto for divulgado, irá pôr em causa muitos milhões de euros investidos. Neste momento, a sua vida está em jogo. Passando pela Amazónia e pelos lugares mais exóticos da América do Sul, esta conspiração encontrará um último opositor: Kurt Austin e a sua equipa de investigação marítima. Será possível salvar a vida de Francesca e pôr fim ao projecto megalómano?» Saida de EmergênciaEtiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Tudo na vida tem um tempo. Há coisas que simplesmente encaixam tão bem na situação que estamos a viver que de algum modo se entranham em nós sem que possamos fazer nada para o modificar.
«Um casal jovem e promissor, Frank e April Wheeler, vive com os dois filhos num subúrbio próspero de Connecticut, em meados dos anos 50. Porém, a aparência de bem-estar esconde uma frustração terrível resultante da incapacidade de se sentirem felizes e realizados tanto no seu relacionamento como nas respectivas carreiras. Frank está preso num emprego de escritório bem pago mas entediante e April é uma dona de casa frustrada por não ter conseguido seguir uma promissora carreira de actriz. Determinados a identificarem-se como superiores à crescente população suburbana que os rodeia, decidem ir para a França, onde estarão mais aptos a desenvolver as suas capacidades artísticas, livres das exigências consumistas da vida numa América capitalista. Contudo, o seu relacionamento deteriora-se num ciclo interminável de brigas, ciúmes e recriminações, o que irá colocar em risco a viagem e os sonhos de auto-realização. Yates oferece um retrato definitivo das promessas por cumprir e do desabar do sonho americano.» FnacA história fez-me recordar Sarah, a personagem de "Pecados Íntimos" (da obra de Tom Perrotta - também levado ao cinema e é também protagonizado por Kate Winslet). As interrogações e dificuldades são quase as mesmas, apesar do resultado ser bastante diferente.
April representa aquilo que eu sinto, e que imagino que passe pela cabeça de muitas pessoas: que sentido dar à vida quando esperamos mais e mais, e não nos conseguimos simplesmente contentar com o que já realizamos? No fundo, o que fazer quando olhamos para o futuro e o conseguimos ver tão claramente apesar de sabermos que não é aquele o sentido que pretendemos dar à nossa vida?
Não posso dizer que seja um filme recomendável pelo simples facto de ser absolutamente triste. Não é definitivamente um drama leve e suave, que nos deixa a lagrimita no canto do olho. É uma história triste, devastadora, que nos deixa a pensar se a vida que vivemos é mesmo a vida que queremos viver, e no caso de não ser, o que fazer para a modificar.
Deixo aqui um pequeno excerto de um diálogo de April que recolhi do filme. Tão pequenino, e tão tradutor de uma realidade rotineira que por vezes parece que nos afoga:
«Eu queria entrar. Só queria que vivessemos de novo. Durante anos pensei que partilhassemos o segredo de que seriamos maravilhosos no mundo. Não sei exactamente como, mas a possibilidade manteve-me à espera. Quão patético é isto? Tão estúpido colocar todas as tuas esperanças numa promessa que nunca foi feita.
O Frank sabe, ele sabe o que quer, ele está bem. Casado, dois filhos, deveria ser o suficiente... e é para ele! E ele está certo, nós nunca fomos especiais, ou destinados a nada. Eu vi um outro futuro e não consigo parar de o ver. Não posso sair, mas também não posso ficar.»
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"Serpente" é o primeiro livro da já referida série e a trama do livro é absolutamente recomendável para os apaixonados pelo thriller/romance histórico.
«Uma corporação poderosa ameaça a estabilidade política mundial. A viagem secreta de colombo e o seu túmulo, escondem a chave para defrontar uma ameaça que pode mudar o Mundo.Há mais de 50 anos que jazem no fundo do mar gelado do Atlântico Norte os destroços do paquete de luxo Andrea Doria. Nas suas entranhas repousa uma relíquia pré-colombiana que pode mudar o destino do Mundo.
Para Kurt Austin, director de uma equipa de exploração marítima, o perigo começa quando salva uma bela arqueóloga marinha na costa de Marrocos. Após socorrer Nina Kirov, ambos vêm-se envolvidos numa missão para desmascarar uma poderosa corporação cujo plano levará a uma vaga de destruição e morte, e até à formação de um novo país. Kurt e a bela Nina Kirov desvendaram segredos muito mais valiosos do que as suas vidas. E há tesouros perdidos que nunca deviam ser encontrados.»
Achei simplesmente genial. A história é deliciosa, ficamos completamente apaixonados pelas personagens principais (a equipa da NUMA), e não há nada melhor que um livro de aventuras (assim muito ao género dos "Cinco", mas com malta crescida e material de ultima geração!) no qual nos podemos divertir e ao mesmo tempo aprender.
Passei um fim-de-semana delicioso a terminar o livro, e já tenho aqui o próximo ("Ouro Azul") à espera na prateleira (se bem que não me parece que vá esperar muito tempo...!).
Se gostam do género, por favor leiam!!!
Entretanto, Boas Leituras!
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"Becoming Jane"(2007), é um filme sobre a juventude de Jane Austen que de uma forma romanceada tenta recriar aquilo que terá sido a vida da escritora a partir de cartas da própria e de familiares e amigos.Com uma argumento capaz e com uma imagem bem conseguida este é um filme maravilhoso, que ultrapassa a camada de verniz que os romances da época tentam emprestar aos séculos passados e que mostra cruamente como era a vida das mulheres cujos pais não eram abastados e que tinham de casar para terem alguma estabilidade na vida.
Possuidora de um espírito atrevido Jane Austen não era aquilo que deveria ser uma mulher normal, porque ter ideias acerca do mundo que as rodeava era um atributo que não lhes era necessário. Foi graças ao anonimato que conseguiu manter alguma presença na sociedade, porque uma mulher que decidisse viver "pela pena", não era uma mulher séria e muito menos recomendável.
Apesar de rodeado de alguma tristeza este é um filme que consegue momentos de rara beleza e de grande justiça, nos quais as personagens acabam por se redimir e por mostrar o melhor de si. Quando mostram o pior, acabam mesmo por ter aquilo que merecem, o que leva a que seja possível entrever não uma felicidade, mas pelo menos uma certa equidade numa vida que cedo se extinguiu, mas que deixou marcas numa sociedade que seria certamente menos rica sem os seus romances.
Anne Hathaway apesar de não ser uma das minhas actrizes de eleição, empresta à personagem uma marca que é tudo ao longo das 2 horas de duração da película: uns olhos enormes, quase maiores que a própria alma, e que nos prendem sempre que ela olha para alguma coisa, como se a estivesse realmente a ver, e não apenas a olhar.
Claramente recomendável, pelo leque maravilhoso de actores (para além da referida Hathaway, temos James McAvoy, Julie Walters, James Cromwell, Maggie Smith), pelas paisagens e casas magníficas (digo eu, que adoro estas "casinhas" de campo inglesas!!!), e claro, pela famosa personagem histórica que retrata.
Apenas uma pequena pausa, neste maravilhoso mundo literário que nos rodeia. Entretanto, Boas Leituras!

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Não resisto a publicar aqui um pequeno (!!!) excerto do "Equador" que penso que é mais do que apropriado para descrever e para compreender o País em que vivemos.Etiquetas: (Con)Textos

Sabia que a escritora tem o truque de nos apontar uma personagem, para depois nos surpreender no fim com um culpado inesperado. Mesmo sabendo isto e apesar de ter passado o livro todo a lembrar-me deste facto, não conseguiu chegar ao fim sem dar uma gargalhada descomunal por ter sido enganada...
Se dependesse de mim, o assassino teria uma vida longa e saudável, sem eu nunca desconfiar!
Não há nada melhor que saber que vamos ser enganados, e mesmo assim adorarmos esse facto.
Agatha Christie apanhou-me desprevenida e deixou-me sem defesas. Estou já a apontar para o próximo, porque realmente se todos os livros forem assim, a escritora ganhou mais uma fã!
Comecei tarde, mas se tudo correr bem, ainda vou a tempo!
Entretanto, Boas Leituras!
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Auguste Brill é um homem, recentemente viúvo, com insónias. A sua filha passou por um divórcio complicado e a sua neta sofreu a perda abrupta do namorado. Vivem juntos em casa de Miriam, a filha, num momento de transição da vida dos três. A história acontece numa noite apenas, com Auguste a recordar momentos da sua vida passada e presente. O outro passatempo de Auguste Brill é inventar histórias, onde dá vida a personagens que lhe preenchem as noites passadas em claro.
Adorei o livro porque me identifiquei absolutamente com ele. Eu também tenho insónias. Não é que passe a noite toda sem dormir, mas enquanto não adormeço, invento outras vidas que podia viver, para não pensar nos problemas diários que por vezes me tentam tirar o sono. Foi a forma sensata que encontrei para passar algumas horas que podiam ser completamente perdidas a pensar em coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não vão acontecer.
Percebo Auguste Brill do fundo da alma, e só alguém com uma capacidade extraordinária podia passar isso para o papel. Paul Auster foi esse homem, que nos compreende sem o saber, e que num pequeno livro condensou a vida de todos aqueles que, pela sua incapacidade de adormecer mal tocam na almofada, inventam outras vidas para tentar chegar ao consolo que todos esperam quando se enroscam nos lençóis.
Obrigada Canochinha, por me teres dado a conhecer estes homens fantásticos da literatura: Paul Auster, o escritor, e Auguste Brill, o "Homem na Escuridão".
Para finalizar tenho de acrescentar que se este livro fosse uma música, só poderia ser a seguinte:
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«Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigirse à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local. Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera Coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…» ASA
Para quem gosta tanto de policiais como eu, até me parece mal nunca ter lido nada da incomparável mestre do crime que é Agatha Christie. "Matar é Fácil é a sugestão de leitura da semana.
Entretanto, Boas Leituras!
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Luis foi afastado a sua vidinha para ser governador numa ilha para quem Lisboa é apenas um longo suspiro e nada mais. Caiu no meio do nada e tentou fazer aquilo de que foi incumbido. No entanto foi tão incompreendido que poucas soluções lhe restaram.
Tenho dias em que me sinto assim: impotente e incompreendida. Ver isso escrito num livro ajudou-me a criar um laço com ele, possivelmente para sempre.
São os tais livros que marcam uma época, e tal como uma música ou um cheiro nos lembra determinado momento na vida, este livro também vai fazê-lo.
Absolutamente recomendável. Entretanto, Boas Leituras!
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«Gabriel aquiesceu. O takfir era um conceito desenvolvido pelos islamitas do Egipto durante a década de setenta do século XX, uma artimanha concebida para dar aos terroristas uma autorização sagrada para matarem quase quem quisessem a fim de atingirem os seus objectivos de impor a sharia e restaurar o califado. O seu alvo principal eram outros muçulmanos. Um lider secular muçulmano que não governasse segundo a sharia podia ser morto pelo takfir com a justificação de se ter afastado do islamismo. O mesmo acontecia com um cidadão de um estado muçulmano secular ou com um muçulmano que residisse numa Democracia ocidental. Para os takfiri, a democracia era uma heresia, pois suplantava as leis de Deus com as leis do homem. Por isso os cidadãos muçulmanos de uma democracia eram apóstatas e podiam ser passados a fio de espada. Fora o conceito de takfir que concedera a Osama Bin Laden o direito de despenhar aviões em prédios ou de rebentar ambaixadas em África, mesmo que muitas das vitimas fossem muçulmanas. E dava aos terroristas sunitas no Iraque o direito de matarem quem quisessem para evitar que a democracia se instalasse em Bagdade.» "O Criado Secreto", Daniel SilvaNa lei Islâmica, takfir é a prática de declarar não-crente (ou Kafir) um individuo ou um grupo previamente considerado muçulmano.
Um exemplo de Takfir conhecido e divulgado internacionalmente é o caso de Salman Rushdie, que foi forçado ao exílio depois do Ayatollah Khomeini lançar sobre ele a fatwa, declarando oficialmente que ele é um Kafir e deve ser executado. (Wikipédia)
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Andava a Miss a deambular pelo famoso "Quartier Latin", a apreciar as vistas, as pessoas, as igrejas, e o cheiro a comida étnica que pairava no ar, quando deparou com uma banca cheia de livros em segunda mão. Não sei dizer o nome da rua (honestamente já não me lembro!), mas como indicação certa posso dizer que fica perto da Igreja de Saint Severin, no sentido da Boulevard Saint-Michel.
Claro que como viciada em último grau (e mesmo considerando que estava ali para ver Paris e não para comprar livros!) não resisti a dar uma olhadela, especialmente porque o cartaz indicava o preço de 5€ e entre os livros estavam bastantes títulos em Inglês (porque a Miss não lê em Francês! :D)
O resultado foi uma conversa muito agradável com o dono da pequena livraria, que não era mais senão uma espécie de posto de troca. As pessoas vão lá levar livros que já não precisam, o senhor faz-lhes uma avaliação e oferece às pessoas um vale com o valor que atribui ao livro para comprarem outros naquele estabelecimento. Estes livros usados são posto à venda por um determinado valor, e podem fazer jeito a outros que os compram a um preço mais barato do que o fariam numa outra livraria.
Claro que também vendem livros novos, em todas as linguas e de todos os géneros e feitios. Normalmente os livros usados são arrumados à beira dos novos, e a pessoa escolhe se quer comprar o novo ou o usado a um bom preço.
Resumindo e concluindo, um verdadeiro paraíso!
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"Keep Your Brain Alive" é um livro pequenininho (e que se lê de um fôlego), que explica em traços gerais como funciona o nosso cérebro e o que podemos fazer para o espevitar. Dito de maneira muito simples: o que fazer para não entregar o nosso cérebro à demência 20 anos antes de morrer!O cérebro é o órgão mais importante que temos no nosso organismo. Alguns podem dizer que é o coração, outros os pulmões, mas a verdade é que sem cérebro nada disso funciona: o coração não saberia como bater, e os pulmões não saberiam como respirar. Mas o mais engraçado disto tudo é o facto de nem sequer precisarmos de pensar para estas coisas acontecerem! O Cérebro, essa coisa maravilhosa que transportamos todos os dias em cima do pescoço trata desses pormenores todos de modo a que não se tornem mais um problema na nossa vida diária.
Apesar de tudo isto, temos tendência a desleixar o tratamento que lhe damos. E já não estou a fazer referência ao que comemos, ou mesmo quantas horas dormirmos. Viver todos os dias da mesma maneira é a melhor forma de atrasar a evolução do cérebro, e claro, é o passaporte para a demência.
A rotina diária leva à diminuição das conexões cerebrais entre neurónios e portanto, ao esquecimento. Parece complicado, mas não é. Interagir com as coisas faz-nos aprender. Não é invulgar ver uma criança pequena a sentir, revirar, cheirar e até mesmo morder algo para o tentar identificar. Aprender com os vários sentidos disponíveis faz com que essa recordação seja mais duradoura ao longo da vida. No entanto a rotina diária leva a que façamos as coisas sem qualquer imaginação e originalidade o que diminui os caminhos cerebrais que usamos para aprender as coisas. Por exemplo, quando o dia de trabalho acaba, nem sequer pensamos no caminho que fazemos para casa: simplesmente vamos pelo sítio do costume! Nem sequer temos que pensar, e há pessoas que dizem mesmo que o "carro" já sabe o caminho. A verdade é que o cérebro aprende com tudo aquilo com que interage. Se fazemos sempre a mesma coisa, o cérebro deixa de aprender: deixa de usar os vários sentidos para apreciar as árvores, pessoas, buracos, que encontra pelo caminho, porque vê aquilo todos os dias e portanto já não há nada a importante a apreender dali.
Como evitar isto é o mote para este livro.
Mesmo as explicações mais cientificas são descritas de maneira simples e com exemplos que permitem um entendimento perfeito da mensagem que o livro procura passar. Todos os 83 conselhos para exercitar o cérebro são maneiras diferentes de lidar com a vida, aumentando a qualidade da mesma - basta por exemplo escovar os dentes com a mão contrária de quando em vez para provar ao nosso cérebro que ele ainda tem muito a aprender connosco (porque ao trocar a mão, trocamos também o hemisfério cerebral responsável por aquela tarefa, e portanto damos um trabalho dos diabos aos neurónios que normalmente não a fazem!).
Por tudo isto e pelo resto que ficou por dizer, o livro é altamente recomendável - especialmente porque é um livro que foge à rotina!

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«Nicolas Spencer, carismático director de uma empresa, a Gen-Stone, que está a desenvolver uma vacina contra o cancro, desaparece subitamente quando o seu avião particular se despenha.Os resultados iniciais das experiências com a vacina revelam-se bastante encorajadores, mas surgem entratanto informações que a FDA recusará aprová-lam facto a que logo se seguirá a chocante revelação de que Spencer teria desviado uma considerável soma, incluindo as poupanças de pessoas comuns que tudo tinham arriscado no potencial da Gen-Stone.»
Parti para a leitura deste livro com um espírito aberto. Já tinha ouvido falar muito bem da autora, mas nunca tinha lido nada antes. A ocasião proporcionou-se através de um lançamento da revista do Circulo de Leitores porque o livro faz parte de uma colecção muito original de livros de bolso.
Fui à procura de um policial interessante e a verdade é que li o livro de uma assentada! Apesar de um desfecho demasiado rápido na minha opinião, só tenho louvores a fazer à autora.
A escrita é bastante fluída e as personagens bem proporcionadas. A trama é original e o desfecho, apesar de rápido, é bem construído.
A escritora convenceu-me, e mal posso esperar para receber mais um livro dela, já encomendado no Círculo!
Recomendável para quem gosta do thriller/policial, e que não resiste a uma boa conspiraçãozinha.
Entretanto, Boas Leituras!
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Terminei a leitura do livro "Os Órfãos do Mal" de Nicolas D'Estienne D'Orves e o único comentário que posso fazer é que este é mais um daqueles conhecidos como "muita parra e pouca uva".O que me chamou à atenção neste livro foram os aspectos relacionados à Lebensborn, que foi uma organização criada por Heinrich Himmler para apoiar as mulheres dos SS, bem como grávidas sem meios financeiros para levar a termo a gravidez, no sentido de incentivar os nascimentos, especialmente aqueles que cumprissem os requisitos da chamada "raça pura". Presumi que era um livro que iria partir de factos para criar uma história acerca de um qualquer objectivo sinistro da Lebensborn. Isso acontece realmente, mas o caminho que a história segue é completamente estranho, ao ponto de me ter interrogado de que me valeu ler o livro afinal!
O fim da história é claramente um "Piratas das Caraíbas II", em que sabemos que vai haver uma sequela, mas no caso do livro sem qualquer hipótese de uma que não se assemelhe ao "Admirável Mundo Novo meets O Exterminador III - A ascenção das máquinas".
Eu sei isto parece não fazer muito sentido, mas a verdade é que o livro também não faz sentido nenhum!
Lamento sempre dizer mal de livros, primeiro porque se alguém o editou é porque lhe achou algum mérito e segundo porque não sou propriamente especialista na matéria - limito-me a ler e a dar a minha opinião que não tem mais nada a não ser um ponto de comparação entre o que acabei de ler e o que já li até aqui. No entanto, esta é uma história com muito potencial, claramente estragada por um autor com demasiada imaginação e muito má escrita. Lamento dizê-lo, mas a trama não tem ponta por onde se lhe pegue, as personagens são absolutamente mirabolantes e o conjunto vale muito pouco.
A partir daqui, lavo as minhas mãos. Estão por vossa própria conta e risco se decidirem ler o livro.
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Este é sem dúvida um dos meus autores favoritos, apesar de um início algo atribulado com "O Confessor".
Daniel Silva é um dos mestres do thriler político, com um modo muito próprio de escrever, começando os seus livros com uma trama muito morna, que começa a complicar-se até ao ponto de já não conseguirmos largar o livro até ao explosivo final. O desfecho é normalmente inevitável mas ainda assim surpreendente, e nunca aborrecido. Arrependo-me agora da cerrada critica que fiz ao "Confessor", porque depois de ler os outros livros compreendo que um "final feliz" (ou "menos dramático") é o mínimo que podemos esperar neste mundo onde a desgraça e a falta de vergonha nos asfixiam. Além disso o comentário acerca do Dan Brown é claramente para esquecer! Chego a perguntar mesmo onde fui buscar tal ideia...
Os seus livros inserem-se na categoria daqueles com os quais aprendemos alguma coisa, especialmente agora com as complicações a que assistimos na Faixa de Gaza e que alertam para os perigos do Médio Oriente. Daniel Silva lança muitas luzes sobre este assunto (Guerra entre palestinianos e Judeus), e apesar dos seus romances não passarem disso, deixam-nos a pensar acerca da ameaça que o Radicalismo Islâmico representa para o mundo, bem como as consequências que o fanatismo religioso tem na actualidade.
Esta é a lista de livros da Série Gabriel Allon, que é um Agente Israelita, que foi o escolhido para liderar o Grupo do Setembro Negro, e que agora tem como trabalho eliminar pessoas que conspirem contra o Governo de Israel:
- O Artista da Morte
- The English Assassin (ainda não traduzido para português até à data)
- O Confessor
- Morte em Viena
- O Príncipe de Fogo
- A Mensageira
- O Criado Secreto
- Moscow Rules (ainda não traduzido para português)
Recomendo vivamente qualquer um dos livros da Série Gabriel Allon e apesar de não os ter lido por ordem (muito por culpa da Bertrand, que publicou os livros sem seguir a ideia original do autor!), aconselho que realmente comecem pelo primeiro (não necessariamente o melhor, mas ainda assim o livro que lança o mote para a série!)
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Em primeiro lugar quero desejar um Feliz 2009 a todos que por aqui passam. Tal como iniciar a leitura de um novo livro, o início do ano é sempre um altura de reflexão e recomeço, em que olhamos para o que fizemos e tentamos fazer mais e melhor.
Em segundo lugar, peço desculpa por ter mantido o livro "Eclipse" como post de abertura do blog por meio ano... a verdade é que já me andava a aborrecer, mas estive à procura de inspiração, acabei por me perder pelo caminho, e agora espero voltar com energia renovada!!! ;)
Deixo aqui uma sugestão de leitura para o novo ano, bem como o desejo de um recomeço em força!
«Na Alemanha, em 1995, são descobertos no mesmo dia quatro cadáveres com uma ampola de cianto na boca. Nus e com a mão direita cortada. Apenas uma certeza, os quatro homens nasceram todos em Lebessborn, a organização mais secreta dos nazis... uma clínica onde os nazis faziam experiências para nascerem bebés arianos. Em 2005, uma jovem jornalista francesa é contactada por uma estranha personagem e de súbito vê-se envolvida nos segredos da SS.» BertrandEtiquetas: Sugestões de Leitura
«Ao mesmo tempo que Seattle é assolada por uma série de mortes inexplicáveis e um malicioso vampiro continua a sua busca por vingança, mais uma vez Bella encontra-se rodeada por perigo em Eclipse, o terceiro volume da saga de Luz e Escuridão. No centro de tudo, ela é forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a sua amizade com Jacob, sabendo que a sua decisão poderá atiçar a luta intemporal entre vampiro e lobisomem. Com o final do liceu a aproximar-se rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas, qual é qual?»"Eclipse", o terceiro volume da saga Luz e Escuridão da escritora Stephenie Meyer é, tal como o nome indica, um verdadeiro obscurecimento literário. Custa-me ser cruel para um livro, e para um escritor, que dá a cara por uma obra, mas realmente pouco de positivo posso dizer.
Stephenie Meyer parte de um ideia fabulosa, e fica claramente encalhada na ideia de que pode ganhar dinheiro com esse facto.
O primeiro livro, "Crepúsculo" é adorável. O segundo livro, "Lua Nova", é um verdadeiro enche-chouriços, mas claramente ultrapassável pelo facto de existir um 3º livro, onde esperamos que a saga se desenrole. Este 3º livro, é um erro. Toda a história deste volume podia perfeitamente ter sido desenvolvida em 250 páginas, e nas 350 restante, podiamos ter visto alguma acção verdadeira.
Uma coisa é certa: o livro tem um tom carinhoso. As personagens dão-se a conhecer de uma maneira que não aconteceu em mais nenhum livro, e há uma ternura difícil de explicar ao longo do volume, que lhe dá alguma graça, e que o safa de ser um verdadeiro escândalo!
Não estou arrependida de o ter comprado, mas era claramente de evitar, se soubesse o que sei hoje!
Infelizmente, presa como estou à história, não vou conseguir resistir a comprar o 4º livro, esperando que compense o dinheiro, o tempo, e a paciência que me levaram este dois últimos volumes da saga...
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