— É tudo?
Mas não, não era tudo, e o último dia do rei da França não tinha ainda acabado.
— É preciso, sire, que agora passeis a vosso filho o segredo real — disse o Grande Inquisidor.
E mandou esvaziar o quarto a fim de que o rei transmitisse ao filho o poder misterioso de curar escrófulas.
Com a cabeça atirada para trás, Filipe, o Belo, gemeu:
— Irmão Reinaldo, olhai o que vale o mundo. Eis o rei da França.
No instante de sua morte, ainda exigiam dele um último esforço para ensinar ao seu sucessor como aliviar uma doença benigna.
Não foi Filipe, o Belo, quem ensinou os gestos e as palavras sacramentais: ele os esquecera. Foi o Grande Inquisidor. E Luís de Navarra, ajoelhado junto de seu pai, as mãos arden
tes e unidas às mãos geladas do rei, recebeu a herança secreta.»"Escrófula" é definida como uma inflamação dos gânglios linfáticos submandibularese cervicais, que está associada à Tuberculose. Históricamente é conhecida como "Mal de Rei", uma vez que existia a crença que as pessoas afectadas pela doença seriam curadas pelo toque do Monarca inglês ou francês. Foi um costume usado na Inglaterra até inícios do século XVIII.
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«Belo e ambicioso, Filipe IV, ousa invadir os domínios dos Templários. Em 1307 encarcera os membros desta ordem, e em 1314 manda executar um dos mais poderosos homens de então, Jacques de Molay. Negando até ao fim as acusações de que era alvo, o Grão-Mestre da extinta ordem lança sobre o rei Filipe IV uma maldição que se prolongaria até à sétima geração.Etiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Recentemente, numa conversa com uma das minhas Tias, descobri que uma das suas memórias literárias mais antigas é acerca de um romance que leu quando ainda era uma adolescente chamado "O Solar dos Castanheiros".Etiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Há alguns anos atrás disseram-me que este livro era essencial para a compreensão do ser humano, e portanto indispensável para a formação que estava a desenvolver no momento. Li-o com o espírito de obrigação e não gostei. Nem gostei, nem compreendi!Etiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Depois de "1984" não podia deixar de ler o famoso "Triunfo dos Porcos", livro que me aconselharam a ler já vai para mais de 10 anos. Por uma ou outra razão, só o li a semana passada!Etiquetas: Análise, Sugestões de Leitura

Em "Dia do Livro" terminei a leitura de um espantoso exemplar da literatura: "1984".
«Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (título original Nineteen Eighty-Four) é o título de um romance escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudónimo de George Orwell e publicado a 8 de Junho de 1949 que retrata o quotidiano numa sociedade totalitária. O título vem da inversão dos dois últimos dígitos do ano em que o livro foi escrito, 1948.
O romance é considerado uma das mais citadas distopias literárias, junto com Fahrenheit 451, Admirável Mundo Novo, Laranja Mecânica e Nós. Nele é retratada uma sociedade onde o Estado é onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada.» Wiquipédia
Já há muitos anos que li o "Admirável Mundo Novo"de Aldous Huxley, e apesar de ter esquecido alguns pormenores nunca consegui apagar a marca que o livro me deixou. Ainda hoje, quando olho para ele, me lembro das incubadoras para criar bébés e da educação baseada na teoria do Pavlov de acordo com a profissão a que as crianças eram destinadas (por exemplo, se estivessem destinadas a trabalhar nas minas eram-lhes administrados choques eléctricos sempre que as expunham à luz solar).
A leitura de "1984" ainda me chocou mais por abordar uma parte diferente do processo (se é que lhe posso chamar assim!) da aniquilação do ser humano enquanto ser livre e pensante.
Não há nada mais assustador do que alguém nos fazer acreditar que tudo aquilo que julgavamos verdade é na realidade mentira. Claro que a pessoa submetida ao processo nunca mais se vai lembrar, mas o que é certo é que para quem está a ler é assustador imaginar sequer o facto!
Além disso, toda a existência é eliminada. A pessoa existe apenas porque o sangue lhe corre nas veias, porque não é autónoma. O cérebro limita-se a viver, sem pensar, sem escolher... simplesmente reage aos estímulos do exterior sejam eles contraditórios ou não.O ser humano é considerado fraco, porque só em conjunto é que consegue ter força.
A própria linguagem é modificada no sentido de eliminar as palavras que possam de alguma maneira dificultar a rotina do indivíduo: se é bom, não há necessidade de todos os outros adjectivos como bestial ou fantástico, soberbo, genial... é simplesmente bom, porque o próprio acto de pensar num adjectivo pode levar o indivíduo a cometer um crime contra o estado.
O livro é simplesmente soberbo... assustador, mas soberbo!
Espero não ter revelado demais para quem ainda não leu o livro, mas fiquei completamente apanhada pela história e só me apetece contar tudo com muito pormenor!!! Recomendo a leitura do livro sem qualquer reserva, porque é um bom incentivo para as pessoas abrirem os olhos a tudo o que as rodeia, sem se deixarem adormecer na rotina e em vez de viverem se limitarem a existir.
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Boris Starling é um escritor Inglês, que já trabalhou como jornalista, e que se lançou no estrelato com este livro, "Messias", aclamado pela crítica de todo o mundo em 1999. A personagem principal é Redfern Metcalf, um investigador da Scotland Yard.Etiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Finalmente foi publicado pela Bertrand aquele que é o segundo livro da Saga Gabriel Allon, do escritor Daniel Silva.Allon vê-se inesperadamente a braços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios – alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.» Portal daLeitura
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"Até onde irias para esconder um segredo?" - The Reader
7 comentários Publicada por Miss Alcor à(s) 9:11 p.m.
Foi há quase 8 anos que li "O Leitor" de Bernard Schlink. Ainda é do tempo em que os dedos das mãos chegavam para contar os livros ditos "sérios" que possuía na minha biblioteca.Apesar de tudo isto, o filme é muito bom, e é a cópia quase fiel do livro e permite a quem o leu dar um corpo às personagens que desenvolveu aquando da sua leitura. Claro que recomendo primeiro a leitura do livro. A adaptação á boa, mas há pequenos pormenores (que acabam por ser tão grandes!!!) que escapam, e que dão ao livro o estatuto que ele tem.
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Slumdog ("Cão da Favela") Millionaire é o resultado da adaptação do livro de Vikas Swarup ao grande écran.

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«A zona central dos Estados Unidos atravessa uma seca severa. Cerca de um quarto do país é abastecido pelo rio Colorado, abrangendo alguns dos Estados mais populosos. Los Angeles é uma das cidades mais poderosas do mundo, mas só tem reservas de água para mais dois anos. Para conseguir uma gestão sem desperdícios, o governo privatizou as empresas que gerem os recursos de água. No entanto, uma poderosa multinacional, conseguiu dominar várias empresas que gerem a água do rio Colorado. Assemelhando-se a um grande polvo, ela já estendeu tentáculos a grande parte da Europa, Austrália, África e China. Passando por cima de todos os que se atravessam no seu caminho, esta empresa já domina grande parte dos recursos naturais do Globo. Francesca, uma jovem cientista, descobriu um inovador método de dessalinização extremamente barato e capaz de produzir energia nesse processo. Se o seu projecto for divulgado, irá pôr em causa muitos milhões de euros investidos. Neste momento, a sua vida está em jogo. Passando pela Amazónia e pelos lugares mais exóticos da América do Sul, esta conspiração encontrará um último opositor: Kurt Austin e a sua equipa de investigação marítima. Será possível salvar a vida de Francesca e pôr fim ao projecto megalómano?» Saida de EmergênciaEtiquetas: Análise, Sugestões de Leitura
Tudo na vida tem um tempo. Há coisas que simplesmente encaixam tão bem na situação que estamos a viver que de algum modo se entranham em nós sem que possamos fazer nada para o modificar.
«Um casal jovem e promissor, Frank e April Wheeler, vive com os dois filhos num subúrbio próspero de Connecticut, em meados dos anos 50. Porém, a aparência de bem-estar esconde uma frustração terrível resultante da incapacidade de se sentirem felizes e realizados tanto no seu relacionamento como nas respectivas carreiras. Frank está preso num emprego de escritório bem pago mas entediante e April é uma dona de casa frustrada por não ter conseguido seguir uma promissora carreira de actriz. Determinados a identificarem-se como superiores à crescente população suburbana que os rodeia, decidem ir para a França, onde estarão mais aptos a desenvolver as suas capacidades artísticas, livres das exigências consumistas da vida numa América capitalista. Contudo, o seu relacionamento deteriora-se num ciclo interminável de brigas, ciúmes e recriminações, o que irá colocar em risco a viagem e os sonhos de auto-realização. Yates oferece um retrato definitivo das promessas por cumprir e do desabar do sonho americano.» FnacA história fez-me recordar Sarah, a personagem de "Pecados Íntimos" (da obra de Tom Perrotta - também levado ao cinema e é também protagonizado por Kate Winslet). As interrogações e dificuldades são quase as mesmas, apesar do resultado ser bastante diferente.
April representa aquilo que eu sinto, e que imagino que passe pela cabeça de muitas pessoas: que sentido dar à vida quando esperamos mais e mais, e não nos conseguimos simplesmente contentar com o que já realizamos? No fundo, o que fazer quando olhamos para o futuro e o conseguimos ver tão claramente apesar de sabermos que não é aquele o sentido que pretendemos dar à nossa vida?
Não posso dizer que seja um filme recomendável pelo simples facto de ser absolutamente triste. Não é definitivamente um drama leve e suave, que nos deixa a lagrimita no canto do olho. É uma história triste, devastadora, que nos deixa a pensar se a vida que vivemos é mesmo a vida que queremos viver, e no caso de não ser, o que fazer para a modificar.
Deixo aqui um pequeno excerto de um diálogo de April que recolhi do filme. Tão pequenino, e tão tradutor de uma realidade rotineira que por vezes parece que nos afoga:
«Eu queria entrar. Só queria que vivessemos de novo. Durante anos pensei que partilhassemos o segredo de que seriamos maravilhosos no mundo. Não sei exactamente como, mas a possibilidade manteve-me à espera. Quão patético é isto? Tão estúpido colocar todas as tuas esperanças numa promessa que nunca foi feita.
O Frank sabe, ele sabe o que quer, ele está bem. Casado, dois filhos, deveria ser o suficiente... e é para ele! E ele está certo, nós nunca fomos especiais, ou destinados a nada. Eu vi um outro futuro e não consigo parar de o ver. Não posso sair, mas também não posso ficar.»
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"Serpente" é o primeiro livro da já referida série e a trama do livro é absolutamente recomendável para os apaixonados pelo thriller/romance histórico.
«Uma corporação poderosa ameaça a estabilidade política mundial. A viagem secreta de colombo e o seu túmulo, escondem a chave para defrontar uma ameaça que pode mudar o Mundo.Há mais de 50 anos que jazem no fundo do mar gelado do Atlântico Norte os destroços do paquete de luxo Andrea Doria. Nas suas entranhas repousa uma relíquia pré-colombiana que pode mudar o destino do Mundo.
Para Kurt Austin, director de uma equipa de exploração marítima, o perigo começa quando salva uma bela arqueóloga marinha na costa de Marrocos. Após socorrer Nina Kirov, ambos vêm-se envolvidos numa missão para desmascarar uma poderosa corporação cujo plano levará a uma vaga de destruição e morte, e até à formação de um novo país. Kurt e a bela Nina Kirov desvendaram segredos muito mais valiosos do que as suas vidas. E há tesouros perdidos que nunca deviam ser encontrados.»
Achei simplesmente genial. A história é deliciosa, ficamos completamente apaixonados pelas personagens principais (a equipa da NUMA), e não há nada melhor que um livro de aventuras (assim muito ao género dos "Cinco", mas com malta crescida e material de ultima geração!) no qual nos podemos divertir e ao mesmo tempo aprender.
Passei um fim-de-semana delicioso a terminar o livro, e já tenho aqui o próximo ("Ouro Azul") à espera na prateleira (se bem que não me parece que vá esperar muito tempo...!).
Se gostam do género, por favor leiam!!!
Entretanto, Boas Leituras!
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"Becoming Jane"(2007), é um filme sobre a juventude de Jane Austen que de uma forma romanceada tenta recriar aquilo que terá sido a vida da escritora a partir de cartas da própria e de familiares e amigos.Com uma argumento capaz e com uma imagem bem conseguida este é um filme maravilhoso, que ultrapassa a camada de verniz que os romances da época tentam emprestar aos séculos passados e que mostra cruamente como era a vida das mulheres cujos pais não eram abastados e que tinham de casar para terem alguma estabilidade na vida.
Possuidora de um espírito atrevido Jane Austen não era aquilo que deveria ser uma mulher normal, porque ter ideias acerca do mundo que as rodeava era um atributo que não lhes era necessário. Foi graças ao anonimato que conseguiu manter alguma presença na sociedade, porque uma mulher que decidisse viver "pela pena", não era uma mulher séria e muito menos recomendável.
Apesar de rodeado de alguma tristeza este é um filme que consegue momentos de rara beleza e de grande justiça, nos quais as personagens acabam por se redimir e por mostrar o melhor de si. Quando mostram o pior, acabam mesmo por ter aquilo que merecem, o que leva a que seja possível entrever não uma felicidade, mas pelo menos uma certa equidade numa vida que cedo se extinguiu, mas que deixou marcas numa sociedade que seria certamente menos rica sem os seus romances.
Anne Hathaway apesar de não ser uma das minhas actrizes de eleição, empresta à personagem uma marca que é tudo ao longo das 2 horas de duração da película: uns olhos enormes, quase maiores que a própria alma, e que nos prendem sempre que ela olha para alguma coisa, como se a estivesse realmente a ver, e não apenas a olhar.
Claramente recomendável, pelo leque maravilhoso de actores (para além da referida Hathaway, temos James McAvoy, Julie Walters, James Cromwell, Maggie Smith), pelas paisagens e casas magníficas (digo eu, que adoro estas "casinhas" de campo inglesas!!!), e claro, pela famosa personagem histórica que retrata.
Apenas uma pequena pausa, neste maravilhoso mundo literário que nos rodeia. Entretanto, Boas Leituras!

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Não resisto a publicar aqui um pequeno (!!!) excerto do "Equador" que penso que é mais do que apropriado para descrever e para compreender o País em que vivemos.Etiquetas: (Con)Textos

Sabia que a escritora tem o truque de nos apontar uma personagem, para depois nos surpreender no fim com um culpado inesperado. Mesmo sabendo isto e apesar de ter passado o livro todo a lembrar-me deste facto, não conseguiu chegar ao fim sem dar uma gargalhada descomunal por ter sido enganada...
Se dependesse de mim, o assassino teria uma vida longa e saudável, sem eu nunca desconfiar!
Não há nada melhor que saber que vamos ser enganados, e mesmo assim adorarmos esse facto.
Agatha Christie apanhou-me desprevenida e deixou-me sem defesas. Estou já a apontar para o próximo, porque realmente se todos os livros forem assim, a escritora ganhou mais uma fã!
Comecei tarde, mas se tudo correr bem, ainda vou a tempo!
Entretanto, Boas Leituras!
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Auguste Brill é um homem, recentemente viúvo, com insónias. A sua filha passou por um divórcio complicado e a sua neta sofreu a perda abrupta do namorado. Vivem juntos em casa de Miriam, a filha, num momento de transição da vida dos três. A história acontece numa noite apenas, com Auguste a recordar momentos da sua vida passada e presente. O outro passatempo de Auguste Brill é inventar histórias, onde dá vida a personagens que lhe preenchem as noites passadas em claro.
Adorei o livro porque me identifiquei absolutamente com ele. Eu também tenho insónias. Não é que passe a noite toda sem dormir, mas enquanto não adormeço, invento outras vidas que podia viver, para não pensar nos problemas diários que por vezes me tentam tirar o sono. Foi a forma sensata que encontrei para passar algumas horas que podiam ser completamente perdidas a pensar em coisas que ainda não aconteceram e que provavelmente não vão acontecer.
Percebo Auguste Brill do fundo da alma, e só alguém com uma capacidade extraordinária podia passar isso para o papel. Paul Auster foi esse homem, que nos compreende sem o saber, e que num pequeno livro condensou a vida de todos aqueles que, pela sua incapacidade de adormecer mal tocam na almofada, inventam outras vidas para tentar chegar ao consolo que todos esperam quando se enroscam nos lençóis.
Obrigada Canochinha, por me teres dado a conhecer estes homens fantásticos da literatura: Paul Auster, o escritor, e Auguste Brill, o "Homem na Escuridão".
Para finalizar tenho de acrescentar que se este livro fosse uma música, só poderia ser a seguinte:
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«Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigirse à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local. Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera Coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…» ASA
Para quem gosta tanto de policiais como eu, até me parece mal nunca ter lido nada da incomparável mestre do crime que é Agatha Christie. "Matar é Fácil é a sugestão de leitura da semana.
Entretanto, Boas Leituras!
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Luis foi afastado a sua vidinha para ser governador numa ilha para quem Lisboa é apenas um longo suspiro e nada mais. Caiu no meio do nada e tentou fazer aquilo de que foi incumbido. No entanto foi tão incompreendido que poucas soluções lhe restaram.
Tenho dias em que me sinto assim: impotente e incompreendida. Ver isso escrito num livro ajudou-me a criar um laço com ele, possivelmente para sempre.
São os tais livros que marcam uma época, e tal como uma música ou um cheiro nos lembra determinado momento na vida, este livro também vai fazê-lo.
Absolutamente recomendável. Entretanto, Boas Leituras!
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«Gabriel aquiesceu. O takfir era um conceito desenvolvido pelos islamitas do Egipto durante a década de setenta do século XX, uma artimanha concebida para dar aos terroristas uma autorização sagrada para matarem quase quem quisessem a fim de atingirem os seus objectivos de impor a sharia e restaurar o califado. O seu alvo principal eram outros muçulmanos. Um lider secular muçulmano que não governasse segundo a sharia podia ser morto pelo takfir com a justificação de se ter afastado do islamismo. O mesmo acontecia com um cidadão de um estado muçulmano secular ou com um muçulmano que residisse numa Democracia ocidental. Para os takfiri, a democracia era uma heresia, pois suplantava as leis de Deus com as leis do homem. Por isso os cidadãos muçulmanos de uma democracia eram apóstatas e podiam ser passados a fio de espada. Fora o conceito de takfir que concedera a Osama Bin Laden o direito de despenhar aviões em prédios ou de rebentar ambaixadas em África, mesmo que muitas das vitimas fossem muçulmanas. E dava aos terroristas sunitas no Iraque o direito de matarem quem quisessem para evitar que a democracia se instalasse em Bagdade.» "O Criado Secreto", Daniel SilvaNa lei Islâmica, takfir é a prática de declarar não-crente (ou Kafir) um individuo ou um grupo previamente considerado muçulmano.
Um exemplo de Takfir conhecido e divulgado internacionalmente é o caso de Salman Rushdie, que foi forçado ao exílio depois do Ayatollah Khomeini lançar sobre ele a fatwa, declarando oficialmente que ele é um Kafir e deve ser executado. (Wikipédia)
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